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ALTA DO DÓLAR, QUAIS SÃO OS PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS?

Nesta semana o dólar bateu a casa dos R$ 4, atingindo o patamar mais alto desde que o Plano Real foi implantado em 1994.

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Antes disso, o patamar mais alto já atingindo pela moeda norte-americana em seu fechamento havia sido o de R$ 3,99, em 10 de outubro de 2002. Há um ano, a moeda norte-americana estava na casa dos R$2,50, ou seja, no ano passado, a cada R$1, comprávamos 0,40 de produtos em dólar, hoje, com o mesmo R$1, compramos apenas 0,25. Isso representa uma forte desvalorização da nossa moeda e do poder de compra de 37,5%. Entre altas e baixas, no último mês a moeda saltou de R$3,49, cotação do dia 21 de agosto, para R$4,14, cotação atingida no último dia 23, o que representa uma alta de 16,05%. Em 2015, o dólar já tem alta acumulada de 52,47%.

O impacto das altas constantes é para toda a população, desde empresários e investidores até as donas de casa. Vai desde o pão francês do café da manhã até aquela tão sonhada viagem de férias. Junte a isso nossa situação econômica fragilizada e a população está diante de mais um percalço.

Temos hoje uma situação atual de inflação em alta, o que faz com que o dinheiro da população renda cada vez menos. Agora, com a alta do dólar a tendência é de elevação nos preços de uma série de produtos. O que mostra que nossa economia ainda é muito dependente de matéria-prima importada, e cada um desses produtos sofrerão reajustes, como é o caso do pão francês, cuja base é o trigo, que é importado e cotado na moeda norte-americana. Portanto, o melhor a se fazer agora é partir para mudanças de hábitos, como procurar um produto similar nacional, que poderá significar uma economia de até 50%.

Dados divulgados pelo Serviço de Proteção de Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontaram o aumento de 9,9 % de empresas inadimplentes. Trata-se da maior variação anual deste indicador desde julho de 2013. Essa dificuldade dos empresários em manter os compromissos financeiros em dia, é reflexo da atual conjuntura econômica em recessão, com baixo crescimento, quedas da produção industrial, inflação e juros em patamares elevados.

Mas apesar de muitos focarem somente no lado negativo da desvalorização do real ante o dólar, a alta da moeda norte-americana também possui alguns lados positivos, em especial para empresas que estão pensando em exportar seus produtos. Muitas, já estão aproveitando o momento favorável ao produto nacional, com intuito de alavancar suas vendas. É um grande incentivo, pois dessa forma, ficamos mais competitivos no mercado externo. Entretanto, diante da instabilidade econômica atual, é preciso tomar algumas precauções. Uma delas é ter a certeza de que a empresa tem capacidade para permanecer exportando. Já estamos acompanhando uma movimentação entre empresas que possuem a oportunidade de exportar e isso deve e pode se intensificar agora. Aos que possuem segmentos muito específicos de investimento, a notícia também é boa, pois poderão aumentar seus rendimentos, uma vez que a alta da moeda causa maior competitividade das vendas externas brasileiras, tornando-as mais baratas.

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