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Até o final do ano, rio-pretenses vão pagar R$ 1 bilhão em impostos.

Do primeiro dia do ano até às 19h de quinta-feira (dia 2), população de Rio Preto já havia pago R$ 456 milhões em impostos, taxas e contribuições.

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A população de Rio Preto vai pagar cerca de R$1 bilhão em impostos até o fi nal do ano. Do primeiro dia do ano até às 19h de quinta-feira (dia 2), os rio-pretenses já haviam desembolsado R$456 milhões referentes ao pagamento de impostos, taxas e contribuições. Esse valor seria sufi ciente para construir pelo menos 13 mil casas populares de 40
metros quadrados ou comprar ainda 17 mil carros populares.

Daria também para pagar 30 meses da conta de energia de todos os brasileiros ou contratar mais de 34 mil professores do ensino fundamental por ano. Os dados são do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). No Brasil, a arrecadação tributária superou a marca de R$ 1 trilhão no dia 29 de junho. No ano passado, este mesmo valor foi alcançado no dia 10 de julho, o que aponta aumento da carga tributária, que tem gerado mais custos às empresas e aos cidadãos. A esti-mativa do instituto é de que até o fi nal do ano, cada
brasileiro tenha pago R$ 10,2 mil em impostos. Diferentemente dos países desenvolvidos, no Brasil, os impostos incidem sobre o consumo e não sobre a renda.

Desta forma, quem consome mais, paga mais. A presidente da Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto (Acirp), Adriana Neves, afirma que a população precisa se atentar sobre a forma como os governantes gerenciam esse dinheiro público, e aprender a cobrar melhorias. “Precisamos reduzir imediatamente a tributação arrecadada, bem como exigir a fiscalização do dinheiro público. E bastam ações simples para isso, como por exemplo, acompanhar o trabalho dos vereadores e questioná-los sobre o investimento dos recursos arrecadados, tanto nas obras públicas quanto nos setores administrativos. O que vemos é um descompasso nesse cenário, já que os tributos arrecadados crescem mais do que a nossa economia”, afi rmou a presidente da Acirp. De acordo com Adriana, o contribuinte paga um valor exacerbado e não encontra um retorno público compatível com tal número.

“Na década de 80, a carga tributária representava 20% do PIB brasileiro. Em 2005 já superava os 34%. No ano passado, a projeção dos economistas foi alcançada e somou 35,42% correspondente ao Produto Interno Bruto. Isso estrangula empresários de todo o Brasil e é um grande entrave para o crescimento econômico do país. A solução para esse descompasso é um projeto de simplifi cação tributária e a melhor aplicação do dinheiro.

A advogada Maria Severino Costa, de 36 anos, diz que não é contra o pagamento de impostos. “O problema é que este alto valor não é revertido em serviços para melhorar a saúde pública, transporte e muito menos na área de educação”, afirma ela.

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