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A luta da pequena Isabella Vitória contra a hepatite

Familiares e amigos travam corrida contra o tempo, até por meio das redes sociais, para encontrar doador de fígado para a menina

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A família da pequena Isabella Vitória Mendonça Duarte, de 2 anos, travou uma corrida contra o tempo para conseguir um doador de fígado para a menina. Isabella foi diagnosticada com um tipo raro de hepatite e só um transplante poderá salvar a sua vida. Amigos e familiares se mobilizaram e até lançaram uma campanha nas redes sociais para localizar possíveis doadores.

A doença da criança foi diagnosticada a menos de um mês. Isabela está internada em estado grave na Capital. Na noite de quinta-feira (dia 24), uma van com nove voluntários seguiu para São Paulo levando esperança à família. Nesta sexta-feira (25), um grupo também seguirá para Capital de ônibus. São pessoas de diversas cidades da região que estão empenhadas em salvar a pequena Isa.

A professora Amanda Francine Duarte, 34 anos, que é tia da menina, afirma que o caso foi diagnosticado primeiramente como uma hepatite do tipo A. “Nos primeiros dias notamos uma pequena mudança no comportamento da Isabela. Ela não estava querendo comer. Achávamos que poderia ser uma virose ou até mesmo por causa do calor. Dias depois, os pais notaram que ela começou a ficar amarelinha e com olhos amarelados. Então, levamos até o hospital e, após alguns exames, os médicos diagnosticaram como hepatite tipo A”, relata a professora.

A criança ficou internada por cinco dias e depois foi liberada para continuar o tratamento em casa. “Foi feita uma série de exames nos dias seguintes. Foi então que uma pediatra do Hospital da Criança e Maternidade entrou em contato e pediu para levar a Isabella para fazer novos exames. Descobrimos que era hepatite autoimune. Ela não poder ser tratada apenas com medicamentos”, explica Amanda. Os médicos de Rio Preto orientaram os pais a levar a menina para um hospital especializado em São Paulo.

Corrida contra o tempo

Devido à falta de órgãos na faixa etária de Isabella, o doador pode ser adulto. Clinicamente conhecido como transplante intervivos, o doador, que for compatível com a Isabela, terá uma parte do lobo esquerdo ou do lobo direito do fígado retirado. O órgão do doador é regenerado algumas semanas depois do transplante. “Infelizmente os pais não são compatíveis. O meu tipo sanguíneo também não é. Dois tios que tinha compatibilidade sanguínea não atendiam todas as especificações para serem possíveis doadores. Agora, dois primos, que são compatíveis, viajaram também para São Paulo e passarão por uma bateria de exames”, disse a tia de Isabella.

Segundo ela, cada voluntário passar por uma série de exames com duração de até quatro horas. “Pode não parecer muito tempo, mas no caso da Isa estamos travando uma corrida contra o tempo”. Apesar da aflição para encontrar um doador, a tia diz que a família está confiante. “O nascimento da Isa já foi um milagre. A Clícia [mãe de Isabela] tinha um problema no útero e não podia engravidar. Meu irmão e ela cogitaram até inseminação artificial. Quando estavam para iniciar o tratamento, descobriram a gravidez. Por isso, o nome da nossa pequena é Isabella Vitória. Temos muita fé em Deus. Logo ela estará bem”.

Como ser um doador?

Para ajudar a Isabella, o possível doador precisa ter até 45 anos; não ter DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis), diabetes, hipertensão ou doenças cardíacas; não ter feito cirurgia recentemente; não ser obeso e ter sangue tipo O. No caso de mulher, não tomar, no momento, anticoncepcional. Os telefones para contato são: (17) 3242-3469, (17) 99255-8668 ou (17) 99702-1358. A família tem conseguido apoio para o transporte gratuito dos doadores daqui da região até São Paulo.

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