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9ª Caminhada do Beato Mariano reunirá mais de dois mil fieis

Ao todo, serão sete quilômetros de percurso entre Schmitt e Cedral

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Mais de dois mil fiéis de São José do Rio Preto e região são esperados neste ano para refazer o caminho em que o beato padre Mariano de la Mata Aparício fazia todo ano quando era sacerdote, entre as Paróquias de Santa Apolônia, em Engenheiro Schmitt, distrito de Rio Preto, até a Paróquia São Luiz Gonzaga, em Cedral. A 9ª Caminhada do Beato Mariano está marcada para o dia 8 de novembro, domingo, a partir das 7h.

Ao todo, são sete quilômetros de percurso entre o distrito de Schmitt até Cedral. Padre Mariano é o primeiro beato da diocese de São José do Rio Preto. “É uma tradição em nossa diocese, centenas de pessoas da região procuram esse momento de fé, pedindo intercessão do beato Mariano para que possam receber alguma graça”, disse o padre Rafael Oliveira, da Paróquia de Santa Apolônia em Schmitt.

A comissão organizadora da caminhada, formada por representantes do Colégio Agostiniano São José, da Ordem de Santo Agostinho, Prefeituras de Rio Preto, Schmitt e Cedral e das igrejas envolvidas, pede a doação de produtos de higiene pessoal aos fiéis que farão a peregrinação para que o material seja doado ao Asilo de Schmitt. “O beato Mariano viveu onde hoje funciona o asilo. Ali foi sede do Colégio São José e seminário da Ordem Agostiniana, por isso fazemos as doações a eles”, explica o padre Eliseo López Bardón, coordenador da caminhada.

Além de três ônibus que levarão os fiéis de volta a Schmitt ao final do Caminho, a organização também conta com carro de apoio para quem não conseguir completar o trajeto, além de ambulância.

A caminhada terá início com uma missa às 6h, na Capela Beato Mariano, junto ao asilo de Engenheiro Schmitt. A missa será celebrada pelo bispo Dom Tomé Ferreira da Silva. Logo depois, os peregrinos seguirão da igreja Santa Apolônia, do distrito de Engenheiro Schmitt, pela antiga estrada de terra, em direção à igreja São Luiz Gonzaga, em Cedral, fazendo o percurso de sete quilômetros. No local será realizada uma oração de encerramento.

História

Padre Mariano é o primeiro beato da Diocese de Rio Preto, sendo elevado aos altares por um milagre reconhecido pelo Vaticano: a cura do garoto João Paulo Polotto, em 1996, com cinco anos, vítima de atropelamento em Barra Bonita (SP). Ele estudava no Colégio São José e participava de uma excursão com o irmão e a mãe, a médica Eliana Polotto.

Socorrido em estado grave, João Paulo foi encaminhado à Santa Casa de Jaú (SP). Os padres do São José, avisados do acidente, entraram em oração com funcionários e alunos, invocando a intercessão do padre Mariano, que em vida se preocupava com as crianças, com os pobres e doentes. O garoto saiu do coma numa recuperação espantosa. Em 1997, a arquidiocese de São Paulo abriu processo de beatificação e a diocese de Rio Preto instalou um tribunal eclesiástico. Em 5 de novembro de 2006, Padre Mariano foi oficializado como beato.

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