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Julgamento de Semeghini começa no Tribunal do Júri de Fernandópolis

Médico confessou que matou a própria mulher há 15 anos. Em agosto, o julgamento foi adiado para esta quinta porque o advogado de Semeghini não compareceu

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Alex Pelicer/Enviado especial

O julgamento do médico Luiz Henrique Semeghini, assassino confesso da própria mulher, Simone Maldonado, há 15 anos, começou na manhã desta quinta-feira (dia 8) no Tribunal do Júri de Fernandópolis, presidido pelo juiz Vinicius Castrequini Bufulin. Estudantes de direito, imprensa, familiares e amigos de Simone lotaram o local para acompanharem o julgamento, que vai entrar para a história da Justiça por causa de tantas polêmicas e manobras. A previsão é de que o julgamente termine à noite. 

“A maior expectativa é que o julgamento aconteça e não tenha nenhum empecilho. Queremos um pouco de paz nesta história. Esperamos que ele (Semeghini) seja condenado e a Justiça seja feita de forma equilibrada”, afirma o médico Ralph Madonado, de 58 anos, que é irmão de Simone. Ralph chegou acompanhado do pai, mas a mãe preferiu não ir ao julgamento. O advogado do médico, Alberto Zacharias Toron, que não compareceu no dia 28 de agosto, ao julgamento, chegou na noite de quarta-feira (dia 7) em Fernandópolis. Ele não quis falar com a imprensa.

Entenda o caso

Semeghini chegou a ser condenado em 2008 a 16 anos de prisão, mas o julgamento foi anulado pelo Tribunal de Justiça (TJ) por causa de uma falha técnica da ata de julgamento, que contabilizou erroneamente os votos dos jurados.

De acordo com o processo, Semeghini matou a mulher às 6h do dia 15 de outubro de 2000 em Fernandópolis. O casal chegava de um baile e teve uma discussão no quarto. A mulher já estava deitada na cama quando o médico se aproximou, colocou um travesseiro sobre seu corpo e fez sete disparos com um revólver calibre 32 – três atingiram o queixo e quatro o estômago da vítima. Simone teve morte instantânea. Recentemente, familiares de Simone criaram uma página no Facebook para defender a condenação de Semeghini. Chamada “Justiça para Simone”, a página tem quase cinco mil seguidores.

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