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Homicídios dobram em Rio Preto

Enquanto nos primeiro quatro meses de 2016 foram registrados oito homicídios dolosos, no mesmo período deste ano já foram 17 ocorrências do mesmo tipo

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O número homicídios dolosos registrados em Rio Preto dobrou nos quatro primeiros meses de 2017, em relação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados na tarde desta quinta-feira, dia 25, pela Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP). Em 2016 foram registradas oito mortes de janeiro a abril e neste ano foram 17 assassinatos. Para o delegado do Deinter-5, Raymundo Cortizo, estes são crimes sazonais e não há uma ‘fórmula’ para combatê-los. “Ainda não conseguimos identificar o porquê deste aumento. São crimes bastante sazonais que ora acontecem com maior ora com menor intensidade, mesmo com a atuação intensas das polícias Civis e Militares” explica o delegado.

No mês de março deste ano, cinco homicídios foram registrados. Dois deles causaram indignação e revolta na população rio-pretense pela forma bruta como foram praticados. No dia 3 de março, a pequena Emanuella Maria de Souza Santos, de um ano e quatro meses, foi morta após ser agredida pela própria mãe, uma jovem de 19 anos, no bairro Vila Toninho. A jovem ainda levou a bebê até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro, alegando que a filha havia sofrido uma queda acidental. Porém, a equipe médica suspeitou de crime de maus-tratos, já que a bebê apresentava hematomas, e chamou a polícia. O laudo da necropsia feita pelo Instituto Médico Legal (IML) apontava para morte violenta e abuso sexual.

A mãe teve prisão preventiva decretada e mesmo detida negou o crime no primeiro depoimento, mas depois acabou confessando que agrediu a criança. Outro crime bárbaro foi a morte da voluntária Simone Moura Facini Lopes. Ela foi encontrada no dia 12 de março, morta e acorrentada sobre a cama de uma chácara no bairro Planalto em Rio Preto. Uma marreta com vestígio de sangues foi apreendida próximo ao corpo. Simone apresentava pelo menos três ferimentos graves no crânio.  Os dois suspeitos foram presos dias após o crime.

Investigações

O delegado afirma ainda que a Polícia Civil intensificou os trabalhos de investigações e maioria dos casos é esclarecida. “Assim que qualquer crime é registrado na cidade, imediatamente iniciamos as investigações. Porém, damos prioridade para os casos de maiores gravidades, como homicídios e latrocínios. Em Rio Preto, nosso trabalho vem mostrando resultados e grande parte das mortes violentas foi esclarecida com os suspeitos detidos”. Quando ao aumento da violência no aspecto geral, o delegado afirma que não é algo exclusivo do município. “É nítido que a criminalidade vem aumento não só em Rio Preto, mas em todo o país”, ressaltou.

 

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