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Duas pessoas suspeitas de atearem fogo em travesti são detidas

Para o delegado Vander Solgon, responsável pelo caso, o crime não está ligado à intolerância sexual. Os dois suspeitos, um homem e outra travesti, conviviam todos em uma mesma pensão

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Duas pessoas, suspeitas de aterem fogo contra uma travesti no começo desta semana, foram detidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) em Rio Preto. As prisões aconteceram entre a tarde desta quinta-feira, dia 29, e manhã desta sexta, 30. Outra travesti e um homem, que conviviam na mesma pensão estão com prisões temporárias decretas. A princípio o caso foi tratado como uma possível intolerância sexual contra a vítima, que ainda permanece em estado grave em Bauru.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado no dia dos fatos, a travesti de 25 anos estava fazendo programas sexuais no Parque Industrial quando se aproximaram três desconhecidos. Um deles teria jogado álcool contra a vítima e outro ateado fogo.

Mesmo com graves queimaduras de terceiro grau no rosto, membros superiores e tórax, a travesti teria ido para casa dormir e só depois foi até o Hospital de Base, onde foi interada em estado grave. Devido a gravidade das lesões ela precisou ser transferida para Bauru, onde permanece na UTI, em um setor especializado em queimaduras.

O crime, no primeiro momento foi registrado como tentativa de homicídio ligado a intolerância sexual. Segundo o delegado Vander Solgon, as investigações começaram logo após o registro.

“O que nos muito chamou a atenção foi o fato das pessoas que moram na pensão afirmarem em depoimento que a vítima foi atacada na avenida Cenobolino de Barros Serra na madrugada e, antes de procurar ajuda médica, foi para a casa dormir. Isso seria impossível devido a gravidade dos ferimentos e levantou suspeita que o crime teria acontecido dentro da pensão e não no Parque Industrial” explica Solgon.

De acordo com o delegado, foi solicitamos um mandado de buscas na pensão, que fica no bairro Mirante, zona norte de Rio Preto. Também foram expedidos os pedidos de prisões temporárias do caseiro e de outra travesti que moravam no mesmo imóvel.

“Nos relatos apresentados pelas duas partes, ambos admitiram que o fato aconteceu na pensão, porém cada um apresentou sua versão. O caseiro alega que a travesti de nome social Lavínia descobriu que a vítima, Hillary, teria tido um caso com um ex-companheiro. Quando a ela chegou a pensão, a Lavínia teria jogado álcool em Hillary e ateando fogo logo em seguida. Já a versão de Lavínia, ela alega que teve sim um desentendimento com a vítima, mas o caseiro teria ateado fogo em Hillary teria sido o caseiro” explica o delegado.

Tanto a travesti quanto o caseiro ficaram detido até a conclusão das investigações. Ainda não foi possível colher a versão da vítima devido à gravidade de seu quadro clínico. A hipótese de crime de intolerância sexual foi descartada. 

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