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Festas juninas elevam vendas de produtos típicos

Mesmo com turbulência financeira, Apas prevê crescimento de 10 a 15% nas vendas de milho para pipoca, canjica, amendoim e outros produtos

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Danças, comidas típicas, fogos de artifício e muita diversão. Essa é a receita básica para uma tradicional festa junina, evento popular mais celebrado pelos brasileiros após o Carnaval. Não tem como negar que os festejos juninos contribuem para o aumento do setor alimentício, roupas, acessórios e fogos de artifício. Apesar da turbulência econômica que ainda assola o país, a Apas (Associação Paulista de Supermercados) projeta crescimento de 10 a 15% nas vendas de produtos relacionados às festividades, como por exemplo, amendoim, milho para pipoca, canjica, quentão, vinho quente e pinhão.

De acordo com a Apas, para as indústrias de alimentos diretamente relacionadas a esse período festivo, as vendas de junho e julho representam uma parcela significativa na comercialização anual dos produtos. “Além da elevação de vendas dos produtos típicos nessa época, o setor de supermercados é impactado positivamente pelo maior fluxo e tráfego de consumidores nas lojas, que impulsionam a comercialização de outros produtos, tais como carnes, queijos e bebidas em geral. Com o clima mais frio, por exemplo, a venda de vinhos também é afetada positivamente”, afirma Rodrigo Mariano, gerente de Economia e Pesquisa da APAS.

Segundo ele, as festas juninas devem auxiliar o setor supermercadista no crescimento de 1% nas vendas em junho e julho, na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado é positivo, principalmente levando em consideração os atuais cenários econômico e político do Brasil, o desemprego e a queda na renda.

Acidentes

O número de acidentes com fogueiras e fogos de artifício aumenta em época de festas juninas. De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), o cirurgião Carlos Henrique Fernandes, a primeira dica é ler as instruções das embalagens dos fogos e saber manuseá-los.  “Uma em cada 10 pessoas que se acidentam em virtude do uso de fogos acaba tendo membros amputados, especialmente dedos”, afirma Fernandes. Além das mutilações, as explosões causadas podem provocar também perda de visão, lesões de córnea, danos no tímpano e surdez. O especialista indica que a distância de 30 a 50 metros de pessoas, carros e edificações é o ideal para explodir os fogos com segurança. As brincadeiras em torno das fogueiras também são perigosas. Por isso, as mesmas não podem ser montadas altas e perto da energia elétrica. “Não há fogo que seja ‘inocente’. Até práticas que parecem inofensivas podem resultar em graves acidentes”, alerta o especialista.

 

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