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GCM realiza mutirão para doação de sangue em Rio Preto

Aproximadamente 200 pessoas estiveram no Hemocentro de Rio Preto para doar sangue na manhã deste domingo, dia 16. A maioria das doações foi em nome dos agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) feridos no tiroteio que aconteceu no Calçadão no último sábado, 15

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Em um grande ato solidariedade, aproximadamente 200 pessoas estiveram no Hemocentro de Rio Preto na manhã deste domingo, dia 16, para doar sangue em nome dos agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) feridos no tiroteio que aconteceu na área central de Rio Preto durante um assalto a uma joalheria neste sábado, 15.

Por volta das 9h da manhã, a sala de espera do Hemocentro estava ocupada e pessoas aguardavam do lado externo do prédio. Entre os voluntários estavam agentes da GCM, amigos,  familiares das vítimas e também pessoas que souberam do ocorrido e em um gesto de compaixão ao próximo foram doar sangue, como caso do psicólogo Marcus Vinicius Gabriel.

“Fiquei sensibilizado com o que aconteceu com os dois agentes e isto é o mínimo que pude fazer por eles” afirma.

O psicólogo também fala sobre a sensação de indignação e revolta. “Foi [tiroteio] algo bastante preocupante. A forma que tudo aconteceu, mostra o quanto estamos vulneráveis diante da violência. Um local de grande movimentação de pessoas. Lamentavelmente tivemos duas pessoas baleadas e um adolescente morto. Ele que estava ali passeando com a família e perdeu a vida. É algo assustador, jamais em hipótese alguma podemos nos acostumar com isso” diz.

Outro voluntário que aguardava a vez para fazer doação foi o agente da GCM Wagner do Santos Custódio. Ele estava no Calçadão e foi um dos primeiros que chegou ao local e presto socorros aos amigos feridos.

“No momento que cheguei vi os dois agentes feridos. Como já tinha algumas pessoas em volta da Gomes, fui em direção a Tomoda. Ela estava consciente e reclamava de dores nos membros inferiores, por achar que fosse uma lesão pedi para que ela permanecesse imóvel e fui em direção ao Gomes”

Custódio afirma que a ação dos populares foi primordial para manter o agente vivo. “Um grupo de pessoas já tinha feito o torniquete, liberado as vias aéreas e faziam massagem cardíaca. Revezei durante a massagem e o Gomes então ‘ voltou’ e retomou consciência”

O agente Cleyton José da Silva Gomes foi atingido por três disparos. Ele foi levado para a Santa Casa, onde passou por cirurgia e permanece internado. Seu quadro de saúde é estável, mas inspira cuidados especiais. Já Tássia Tomoda Dourado foi alvejada na altura do abdômen. Ela foi encaminhada para o Hospital de Base e também passou por cirurgia.

Quando questionado sobre a grande quantidade de doadores, o agente Custódio afirma que mesmo diante de tanta violência, ainda existe compaixão nas pessoas. “Felizmente a grande maioria da população são pessoas de bem e que se preocupa com o próximo. Reflexo disso é o que podemos ver agora aqui no Hemocentro, onde ocorre essa grande mobilização em pró aos nossos amigos de fardas”.

Adolescente enterrado sob grande comoção

Familiares e amigos se reuniram na manhã deste domingo para dar o último adeus ao adolescente Pedro Henrique Marcelo Barreto, de 17 anos. Ele foi enterrado no cemitério Jardim da Paz, em Rio Preto.

Barreto estava junto com o tio no Calçadão de Rio Preto quando foi atingido por uma bala perdida. O adolescente terminava o ensino médio em escola agrícola de Mirassol e pretendia em fazer faculdade de veterinária, mas teve seus sonhos interrompidos. 

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