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Quadrilha que sequestrou e extorquiu mulher de traficante é presa

Gaeco e Corregedoria da Polícia Civil fazem operação que resulta na prisão de um policial civil e outras cinco pessoas em Rio Preto; um segundo policial envolvido segue foragido

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O policial civil Gilberto Donizete Gonzaga, o advogado Luciano Ferrarezi do Prado e outras quatro pessoas, Paulo Henrique dos Santos, Rodrigo José de Araújo, Priscila de Carvalho Gomes e Ludmila Thuany dos Santos, foram presas na manhã de quinta-feira, dia 27, em uma ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) com apoio da Corregedoria da Polícia Civil de Rio Preto.

Segundo denúncia, a quadrilha é suspeita de sequestrar e extorquir a mulher de um traficante, preso há um ano em Jundiaí, quando viajava com um caminhão carregado com 1,5 tonelada de maconha. Outro policial civil, Devair Souza Junior, também está envolvido no esquema, mas não foi localizado e é considerado foragido.

De acordo com a Corregedoria, o grupo descobriu que a mulher do traficante preso vivia em Ponta Porã (MS), mas tinha um barracão de armazenamento de materiais recicláveis na zona norte de Rio Preto, onde estaria escondida uma grande quantidade de entorpecente. A quadrilha passou extorquir a mulher, exigindo um pagamento de R$ 200 mil para que ela não fosse presa.

Mesmo após pagar R$ 120 mil em dinheiro e entregar uma caminhonete ao grupo, a mulher foi sequestrada por dois dias. Ao ser solta, ela procurou o Gaeco e revelou todo esquema.

As investigações começaram há uma semana e todos os citados passaram a ser monitorados. Com provas suficientes, na manhã de quinta-feira foi deflagrada a operação ‘Pirandello’. Foram expedidos ao todo sete mandados de prisões temporárias, sendo seis cumpridos. Entre as pessoas presas estão o advogado e um dos policiais civis. Todos foram levados para Corregedoria onde prestaram depoimentos.

No meio da tarde, Gilberto foi transferido para São Paulo, onde ficará em um presídio da Polícia Civil. Já Devair, citado na denúncia não estava em Rio Preto e agora é considerado foragido da Justiça.

Os outros cinco presos foram ouvidos e transferidos para a Central de Flagrantes onde passaram a noite. Na manhã de sexta-feira, dia 28, Priscila de Carvalho Gomes e a filha Ludmila Thuany dos Santos, devem ser transferidas para a cadeia feminina de Nhandeara.

Paulo Henrique dos Santos e Rodrigo José de Araújo foram encaminhados para cadeia pública de Santa Fé do Sul. O grupo responderá pelos crimes de extorsão mediante sequestro, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Três da mesma família

Das seis pessoas presas na operação ‘Pirandello’, três delas – Priscila de Carvalho Gomes, Ludmila Thuany dos Santos e Paulo Henrique dos Santos são da mesma família. Pai, mãe e filha ficarão presos por 30 dias e estão à disposição da Justiça. Segundo a Corregedoria, parte do dinheiro repassado pela vítima foi depositado nas contas bancárias das duas mulheres. Agora o Gaeco tenta descobrir se elas tinham conhecimento que o valor era ilícito.

A caminhonete entregue pela mulher do traficante estava escondida na casa da família presa. O veículo foi levado ao prédio da Corregedoria e será devolvido à vítima.

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