Redes Sociais

Cidades

Emprego na construção civil regional cai em setembro

Maioria das cidades fechou vagas em setembro e região registra avanço do desemprego pelo segundo mês seguido

Publicado há

em

O emprego na construção civil na região noroeste fechou em baixa em setembro com a eliminação de 153 postos de trabalho. O resultado representa uma queda de 0,53% em relação ao mês anterior que já vinha com números ruins.  Em agosto a região fechara 310 vagas. Com os dois meses de queda no emprego a região noroeste passa a empregar 28.613 trabalhadores com carteira registrada, concentrando 4,27% de toda a mão de obra do setor no Estado de São Paulo. Os dados são da pesquisa realizada pelo  SindusCon-SP em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

O município de São José do Rio Preto, que é o maior empregador da região, registrou em setembro o fechamento de 138 postos de trabalho na construção civil. O número representa uma queda de 1,65% em relação ao mês anterior e diminui para 8.241 o número de trabalhadores formais no setor.

Catanduva também teve resultados negativos, porém apenas uma vaga de trabalho foi eliminada o que representa queda de 0,08% m relação a agosto. Catanduva tem 1.228 trabalhadores com carteira assinada no setor.

Em Fernandópolis também houve mais demissões que contratações e a construção civil fechou 31 vagas em setembro, o que representa queda de 2,39% em relação a agosto e diminui para 1.266 o total de empregos formais no setor. Araçatuba, que é a segunda maior empregadora do setor no noroeste do Estado, também teve números ruins. Foram eliminadas 53 vagas em setembro, o que representa queda de 1,62% em relação ao nível de emprego do mês anterior. Araçatuba passa a ter 3.214 trabalhadores com registro em carteira no setor.

Votuporanga foi a única cidade com dados positivos em setembro com a abertura de 28 novos postos de trabalho na construção civil o que representa aumento de 1,72% em relação a agosto. A cidade passa a ter 1.657 trabalhadores com registro em carteira no setor.

Brasil

O nível de emprego na construção civil brasileira subiu 0,02% em setembro na comparação com agosto. Com a contratação de 545 trabalhadores, o estoque de trabalhadores foi de 2.460.419 para 2.460.964. O resultado negativo dos últimos 12 meses está -8,40% (-225.587). Na comparação com setembro de 2016, o resultado é negativo em 11,84%.

Ao se desconsiderar os efeitos sazonais*, o emprego registrou queda é de 0,48% em setembro na comparação com agosto (-11.617), chegando a 36 meses de baixas consecutivas.

Os números ainda não mostram uma recuperação do emprego na construção, analisa o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto. “Em estados como São Paulo e Rio de Janeiro, o nível de emprego no setor continua caindo. E a queda no país, de 8,4%, acontece em todas as unidades da Federação, na comparação de 12 meses”, constata.

Segundo Romeu Ferraz, novas contratações na construção poderão ocorrer de forma mais consistente a partir de 2019. “A sinalização positiva vem do aumento das vendas e dos lançamentos de imóveis, das novas contratações do Programa Minha Casa, Minha Vida e de futuros investimentos em infraestrutura, se forem adiante as esperadas concessões e parcerias público-privadas”, comenta.

Segmentação

Em setembro, na comparação com agosto, os seguimentos com as principais altas foram Engenharia e Arquitetura (0,46%), Preparação de terreno (0,42%) eInfraestrutura (0,39%). Na outra ponta, Obras de instalação e Incorporação de imóveis tiveram baixa de 0,37% e 0,35%, respectivamente.

Em 12 meses, todos os segmentos apresentam queda, sendo as maiores baixas em Imobiliário (-11,68%), Obras de acabamento (-9,81%) e Preparação de terreno (-8,87%).

AS MAIS LIDAS