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Procura pela vacina contra febre amarela triplica em Rio Preto

Prefeitura afirma que as 27 unidades de saúde do município possuem estoque suficiente para atender a população ainda não vacinada

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou na terça-feira, dia 16, um informe em que classifica todo o estado de São Paulo como área de risco para a febre amarela. Segundo a organização, a decisão foi tomada a partir do crescimento do nível de atividade do vírus da doença no território paulista desde o fim de 2017.

Em consequência do comunicado, houve aumento na procura por imunização contra a doença nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos municípios paulistas. Em Rio Preto, a procura triplicou de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.

Antes, eram aplicadas 200 doses da vacina de febre amarela em todas as unidades de saúde do município por semana. Nos últimos dias, foram aplicadas cerca de 600 doses. Porém, diferentes de muitas cidades, como acontece na capital paulista, em Rio Preto não existe o risco de faltar vacinas nas unidades de saúde.

“Somente em 2017, foram aplicadas 58.803 doses da vacina. Atualmente todas as 27 unidades de saúde do município possuem estoque suficiente para atender a população ainda não vacinada, aproximadamente de 7%. Rio Preto conta com um estoque 7.500 doses, além do que as UBS já possuem” consta na nota enviada pela Secretaria de Saúde.

Devem ser imunizadas as pessoas que não tenham nenhuma dose da vacina. A partir dos nove meses, o bebê já pode ser vacinado. Vale ressaltar que o governo brasileiro decidiu adotar orientações internacionais e, desde abril do ano passado, passou a recomendar apenas uma dose da vacina durante toda a vida. As pessoas que já se vacinaram quando era bebê e têm a carteira com a comprovação, não precisam mais tomar a dose chamada de “reforço”, após os 10 anos. Existem restrições para quem tem alergia a ovo, grávidas, mulheres que estão amamentando bebês com menos de seis meses e pacientes que fazem tratamento com imunossupressores. 

Mortes

O número de mortes por febre amarela confirmadas no Estado de São Paulo desde janeiro de 2017 subiu para 21, conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde. Somados, os 11 óbitos confirmados em doze dias de 2018 são mais que o dobro dos 10 casos relatados em todo o ano passado. Na região de Rio Preto, nenhuma morte foi registrada nos últimos dozes meses.

Transmissão

A febre amarela silvestre é transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, que estão presentes nas matas e na beira dos rios. Já a febre amarela urbana é transmitida pelo famoso mosquito, Aedes aegypti, que é também responsável pela transmissão da Dengue, Zika e Chikungunya.

Sintomas

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, a febre amarela é uma doença infecciosa grave. Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos.

As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepáticas e renais, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela quando procuram ajuda médica especializada logo no início nas primeiras manifestações da doença.

 

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