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Saúde apresenta balanço, com destaque para orçamento

Prefeitura de Rio Preto superou exigência da lei e aplicou mais de 25% dos recursos no setor, enquanto o exigido pela lei é 15%; doenças como dengue, zika e chikungunya também foram tema de discussão

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Prefeitura de Rio Preto superou exigência da lei e aplicou mais de 25% dos recursos no setor, enquanto o exigido pela lei é 15%; doenças como dengue, zika e chikungunya também foram tema de discussãoO secretário interino de Saúde de Rio Preto, André Baitello, apresentou na quarta-feira, dia 28, o balanço do terceiro quadrimestre de 2017 da pasta, em Audiência Pública realizada na Câmara Municipal. Foram divulgados dados referentes a todos os setores da saúde pública no município, como estrutura da rede, receitas e despesas, indicadores de saúde, número de consultas, registros de reclamações, entre outros.

Um dos destaques apresentados durante a reunião foi o orçamento, que terminou o ano com saldo positivo. A lei exige aplicação de 15% na saúde e o município aplicou 25,56%. Houve uma evolução de 5,46% na receita total vinculada à saúde e 10,12% nas despesas, em relação aos meses de janeiro a dezembro de 2016. “O município tem-se esforçado bastante para aportar o maior número possível de recursos na saúde e manter o atendimento de qualidade ao usuário”, afirmou Baitello. O secretário destacou a importância da Atenção Básica para a prevenção e cuidados com a Saúde. “O modelo assistencial tem de ser centrado na assistência primária e isso é o que a Secretaria está almejando para os próximos anos. Por isso, estamos buscando parcerias com as faculdades”, comentou.

Outro assunto da audiência pública foram as arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. O município registrou em janeiro deste ano o maior índice larvário de Aedes aegypti da série histórica desde 2000: 6,7%. O índice tido como aceitável pelo Ministério da Saúde é de até 1%. “Foi uma surpresa, já que tivemos poucos casos de dengue no ano passado. O resultado revela uma falta de cuidado dos moradores, visto que esse índice representa as larvas colhidas apenas nos quintais das casas”, explicou o gerente da Vigilância em Saúde, Izalco Nuremberg. Para evitar a proliferação do mosquito, que transmite essas doenças, o município está adotando uma série de ações, como os mutirões da limpeza e da saúde direcionados às áreas com maior índice larvário. “Estamos sob alto risco de termos uma epidemia, principalmente de zika e chikungunya. Não temos vacina, por isso o controle do índice larvário é fundamental. O mutirão será estendido para abranger 100% do município”, afirmou o secretário.

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