Redes Sociais

Cidades

Mulher é morta pelo companheiro dois dias após dar à luz

O crime aconteceu na tarde desta terça-feira, dia 3, na Estância São Thomaz, em Rio Preto. Antes de ser preso, o suspeito procurou a Central de Flagrantes para registrar boletim de ocorrência do desaparecimento da companheira

Publicado há

em

Uma cuidadora de idosos, de 36 anos, foi encontrada morta na tarde desta terça-feira, dia 3, na Estância São Thomaz, em Rio Preto. A vítima, que havia dado à luz há apenas dois dias, foi encontrada com várias abraçadeiras de nylon – conhecida popularmente como “enforca-gato” – presas ao pescoço. O suspeito seria o próprio companheiro, da mulher, um marceneiro de 20 anos, que confessou o crime a Polícia Civil. Ele foi preso e responderá por latrocínio, roubo seguido de morte, já que se apoderou de objetos da companheira.

Segundo o delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Alceu Lima, o autor do crime foi até a Central de Flagrantes em busca da companheira, alegando que ela tinha desaparecido, mas o comportamento do rapaz chamou a atenção dos policiais.

“O rapaz foi até o plantão alegando que sua companheira estava desaparecida. Ele perguntava se ela estava envolvida em alguma ocorrência ou se tinham localizado algum corpo. Uma policial civil estranhando o comportamento daquele homem anotou o nome do rapaz e também da mulher. Ela então enviou uma mensagem para o noivo, que também é investigador, relatando sobre aquele fato. Momentos após a troca das mensagens recebemos a informação da localização de um corpo” conta o delegado.

Uma pessoa que passava pela Rua Projetada Três viu a mulher caída já sem vida e chamou a Polícia Militar, que preservou o local até a chegada dos investigadores.

“No local constamos que havia vários enforca-gatos no pescoço da mulher. O investigador que recebeu a mensagem da noiva informou sobre a atitude suspeita do rapaz e, através do nome informado no plantão pelo jovem, foi feita uma pesquisa e conseguimos identificar a vítima” afirma Alceu.

A vítima era a cuidadosa de idosos, Maria Fabrícia da Silva, de 36 anos. Ela tinha dado à luz no último dia 1°. O corpo da mulher foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) onde passará por exames necroscópicos para identificar a causa da morte.

Após o trabalho de perícia, policiais civis foram até a casa do marceneiro para dar a notícia da localização do corpo da mulher, porém, uma informação que ele deu aos investigadores chamou a atenção.

“Quando encontramos este rapaz, um dos investigadores perguntou qual era a idade da companheira dele e, de imediato, ele respondeu que ela tinha 36 anos. Estranhamos o fato deste jovem já responder no passado antes mesmo de ter conhecimento que tínhamos localizado o corpo” conta o delegado.

O marceneiro foi levado até o plantão policial e antes de chegar a Central de Flagrantes o rapaz disse que contaria o que aconteceu, mas não queria a presença dos familiares.

 “Ele nos contou que a mulher estava ameaçando desparecer com o recém-nascido. E após uma discussão na tarde desta terça-feira, o rapaz chamou a vítima para dar uma volta de carro com o intuito de esfriar a cabeça. Ele seguiu até o local do crime e, ao parar o automóvel, aplicou um golpe gravata e imobilizou a mulher até ela perdeu os sentidos. Já inconsciente, o jovem pegou os enforca-gatos e prendeu ao pescoço dela. Em seguida ele retornou para casa e lá permaneceu até ser preso” diz Alceu.

O delegado explica por qual motivo o caso foi registrado como latrocínio, que é roubo seguido de morte, e não feminicídio, que é o crime contra a mulher.

“Entendemos que este caso foi um latrocínio, pois o autor se apoderou de bens da vítima como o telefone celular e cerca de R$200. Segundo ele, a mulher tinha sacado o valor na parte da tarde e após o crime, o dinheiro foi usado para pagar contas pessoais deles. Também quando perguntamos sobre o celular da mulher, o rapaz disse que o aparelho estava escondido na casa, quando localizamos o telefone, o dispositivo já estava formado. Perguntamos se ele pretendia usar o aparelho e a resposta foi que ele ainda não sabia” explica.

O marceneiro permanece detido e ficará à disposição da justiça. A pena pelo crime de latrocínio 20 a 30 anos.

AS MAIS LIDAS