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Caminhoneiros protestam em frente à central de distribuição de combustíveis e Ceasa

Com faixas, motoristas reivindicavam a redução do preço do óleo diesel e a isenção do pagamento de pedágio dos eixos que estiverem suspensos

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Caminhoneiros de Rio Preto, que participam do protesto nacional da categoria, realizaram atos em frente à saída de caminhões de uma base de distribuição de combustíveis na Avenida Cenobelino de Barro Serra, e no Ceasa, próximo ao Recinto de Exposições.

Com faixas, motoristas reivindicavam a redução do preço do óleo diesel e a isenção do pagamento de pedágio dos eixos que estiverem suspensos. No Ceasa, os motoristas estacionaram os caminhões em frente ao portão e apenas permitiam a saída de alguns veículos. Nenhuma entrada foi autorizada. Com o bloqueio, feiras livres e supermercados sofrerão desabastecimento. Produtos como hortaliças e frutas devem faltar nos próximos dias.

Toda a manifestação na quinta-feira, dia 24, foi acompanhada pela Polícia Militar, que permaneceu no local até o início da tarde, quando as viaturas deixaram o local. Nenhum incidente foi registrado. O empresário Rafael da Cunha Benagle falou sobre os índices que são obrigados a repassarem para consumidor em cada ajuste.  “Os últimos aumentos não têm cabimento. Acordamos com um preço de combustível e quando vamos dormir já é outro. Infelizmente, a matemática é simples. Qualquer reajuste, seja no óleo ou nos pedágios, nos obriga a aumentar o frete. E quem vai sentir tudo isso? O próprio consumidor, porque o produto chega mais caro nos supermercados. Por isso que estamos batendo na tecla que este movimento é em prol à sociedade e não somente aos caminhoneiros”, afirma.

O empresário, que tem uma frota de caminhões, diz que os ganhos com um veículo são mínimos. “Manter um caminhão é muito caro. Pedágios, manutenções e combustível. Um pneu custa R$ 2 mil. No caso dos fretes, tudo o que ganhamos acaba ficando no próprio caminhão, porque é um veículo caríssimo. Um caminhoneiro que trabalha por conta e forma autônoma é um herói”. Já na frente da base de distribuição de combustíveis no Parque Industrial, os caminhoneiros interditaram a avenida Cenobelino de Barros Serra por alguns minutos e logo liberaram o trânsito.

Apesar da lentidão causada, muitos motoristas que passavam pelo local buzinavam e mostravam apoio ao movimento. O presidente da associação dos motoristas de Rio Preto, Rogério Marques Morais, falou sobre os motivos da paralisação.

“Queremos deixar claro que nossa intenção não é prejudicar ninguém. O que estamos fazendo é para o bem de todos. Estamos cansados de reajustes. Hoje, se você pega um frete de R$,4 mil, por exemplo, quase 80% do valor vai para combustível e pedágio. Fora desgaste do caminhão, manutenção. Nós que transportamos tudo e está ficando inviável” reclama.

“Não estamos impedindo a entrada na distribuidora. Todos estão aqui por livre espontânea vontade. Reunimos caminhoneiros de empresas, autônomos e empresários. Estamos cansados da sacanagem por parte dos nossos políticos. O que eles [políticos] não olham é que poucas empresas estão abrindo e muitas fechando. Precisam olhar com mais atenção para o país. É tributo em cima de tributo, aumento de combustível, aumento de pedágios. Está inviável. Estão quebrando com tudo no Brasil”, diz o motorista.

 

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