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Jovem registra boletim de ocorrência contra ginecologista de UBS em Rio Preto

Uma secretaria de 24 anos acusa um médico da Unidade Básica de Saúde da Vila Toninho de tocá-la após procedimento. O caso foi registrado na Central de Flagrantes na noite desta quarta-feira, dia 9, como importunação ofensiva ao pudor. A Prefeitura afirmou em nota que irá investigar o caso

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Uma secretaria de 20 anos registrou boletim de ocorrência de importunação ofensiva ao pudor contra um ginecologista após atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Toninho, em Rio Preto. A jovem acusa o médico de tocá-la após o exame. Uma testemunha e o profissional negam. A Prefeitura afirmou em nota que irá investigar o caso.

De acordo com o boletim de ocorrência, a secretária tinha consulta marcada e durante o procedimento, foram realizados alguns exames. A jovem afirma que, ao descer da maca, o médico solicitou que ela ficasse de costas, neste momento o profissional teria tocado suas partes intimas nas nádegas dela.

A jovem afirma ter advertido o médico, alegando que estava sendo tocada pelo profissional e ele apenas teria dado um sorriso, dizendo que ela poderia se trocar.

Ainda segundo relato da secretária, somente quando ela saiu do banheiro, já trocada, uma técnica em enfermagem entrou na sala. Durante o atendimento médico, a jovem afirma que estava somente ela e o profissional no consultório.

Em seu depoimento o médico nega qualquer tipo de abuso. O ginecologista afirma que após ouvir o que a jovem sentia, realizou todos os exames necessários e que estava acompanhado de uma técnica em enfermagem durante o procedimento. O profissional afirma que ainda conversou mais de dez minutos com a jovem sobre a medicação recomendada por ele.

A testemunha, uma técnica de enfermagem de 47 anos, também foi ouvida no plantão policial. Ela afirma que estava na sala de vacina quando outra enfermeira afirmou que a última paciente tinha entrado na sala.

A técnica em enfermagem afirma ter fechado a sala e seguiu para consultório onde, ao entrar, viu a jovem ainda na maca. Em seguida teria acompanhado toda a consulta e não notou nenhuma anormalidade no atendimento.

Em nota, a Prefeitura de Rio Preto disse que determinou a apuração rigorosa dos fatos. Preliminarmente, está confirmado que uma técnica de enfermagem mantinha-se próxima ao médico e à paciente durante o atendimento.

Essa técnica de enfermagem testemunhou que mesmo depois de o fato supostamente ter ocorrido, a paciente prosseguiu sob a atenção do médico, conversando com ele sem restrições e tampouco constrangimento aparente.

O caso será encaminhado para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para investigação.

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