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Rio-pretenses correm aos postos com medo de ficarem ‘a pé’

Receio da escassez de combustível, em decorrência a paralisação dos caminhoneiros, leva proprietários de veículos a formarem filas nas bombas; alguns estabelecimentos já estão com falta dos produtos

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Preocupados com a falta de combustível, motoristas de Rio Preto formaram longas filas nos postos das principais avenidas da cidade ao longo do dia desta quinta-feira, dia 24. A falta de gasolina e álcool no estoque acontece devido à paralisação dos caminhoneiros, que protestam em diferentes estados, contra o aumento do preço da gasolina e do diesel desde a última segunda-feira, 21, em todo o país, e bloqueiam estradas.

A reportagem da Gazeta percorreu pontos do município e constatou que em alguns estabelecimentos já tinham placas indicando a falta de etanol. “Se continuar esta demanda, não teremos combustível para amanhã [sexta-feira, dia 25]. Nossos reservatórios estão bem baixos” afirmou um frentista que pediu para não ser identificado, em um posto da avenida Bady Bassitt. Além da Bady, filas se formavam nos estabelecimentos ao longo da Alberto Andaló, José Munia, Juscelino Kubistchek e Murchid Homsi. O mecânico Rafael de Souza Lima, de 32 anos, aguardava na fila para abastecer o carro e pretendia completar o tanque.

“É melhor prevenir do que ficar a pé. Não costumo completar o tanque, principalmente no final do mês, porque o orçamento já fica apertado. Mas não vou arriscar, porque não dá para saber quando tudo vai ser normalizado novamente. Então, é melhor gastar um pouco mais e ter garantia” afirma.

Mesmo com o tanque cheio o mecânico diz que vai evitar gasto desnecessário. “Fim de semana vou ficar em casa e só usar o carro quando não tiver outra possibilidade. Vi nos telejornais que hoje, em algumas cidades, estabelecimentos estão aumentando ainda mais o valor do combustível. Então é ficar com o carro paradinho e esperar que situação  volte ao normal” diz.

Motoristas relataram ainda que alguns postos estão aproveitando o aumento da procura para elevar ainda mais os preços dos combustíveis. “Dias atrás abasteci e o etanol estava R$2,39. No começo desta semana já estava R$2,79. Hoje vi que alguns postos estão cobrando R$2,99. Aí fica complicado. É o mal de muitos brasileiros. Aproveitam a situação, infelizmente” comenta o autônomo Stéfano Sinibaldi, de 28 anos.

O Procon de Rio Preto, alinhado às orientações da Fundação Procon SP, informa que dispõe sobre as denúncias de que os postos adotaram novos preços em função do desabastecimento de combustíveis, informa que, de acordo com a lei federal 8.078/90 (Código de Proteção e Defesa do Consumidor) é vedado elevar, sem justa causa, o preço de produtos ou serviços. O órgão orienta consumidores que se sentirem lesados ou identificarem a prática, que denunciem por meio do site www.procon.sp.gov.br (atendimento à distância).

É fundamental que o consumidor anexe à denúncia imagem do cupom fiscal ou, na falta dele, o máximo de informações sobre o estabelecimento, como nome/bandeira, endereço, data de compra  e preços  praticados, se possível com fotos.

Prefeitura racionaliza uso de veículos  

A Prefeitura de Rio Preto tomou medidas para evitar problemas e ira racionalizar combustível até o fim da paralisação dos caminhoneiros. O secretário de Administração Luís Roberto Thiesi enviou um comunicado a todas as secretarias alertando que fornecedores não irão realizar entrega nos próximos dias. “Por favor diminua drasticamente o abastecimento dos veículos oficiais de sua Secretaria, cortando a utilização isolada do veículo oficial e, quando possível, postergando ações, reuniões ou visitas possíveis de serem realizadas posteriormente, sem prejuízo grave do serviço públicos. Em razão da greve dos caminhoneiros já fomos avisados pelos fornecedores de combustíveis que não teremos entrega nos próximos dias”.

O secretário municipal de Administração faz um alerta alegando que mesmo com estoques altos, serviços de emergências e transporte escolar poderão sofrer prejuízos caso não houver colaboração.

“Como já estávamos nos precavendo, nossos estoques nos tanques estavam altos, porém, se não usarmos de forma racional, pode faltar combustível para os serviços de emergência e de transporte escolar, caso a greve perdure por mais alguns dias” conclui o comunicado.

Outros serviços

Já os transportes coletivo e aéreo não sofrerão impactos até domingo. Segundo a assessoria da Secretaria de Transporte e Logística, responsável pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), o aeroporto de Rio Preto tem estoque suficiente para manter todas as operações nos próximos dias.

A empresa de transporte público Circular Santa Luzia informou, por meio da assessoria de imprensa, que todos os ônibus continuarão a circular normalmente, sem impactos. Ainda de acordo com a nota, a empresa tem um reservatório interno com estoque suficiente para operar até domingo.

Caso até a próxima semana o estoque não seja reposto, a empresa afirma que serão necessárias algumas medidas, e que estudará possibilidades que visem reduzir o máximo de impactos aos usuários.

Já a Expresso Itamarati afirmou que o recebimento de óleo diesel do fornecedor é diário, mesmo com a paralisação, estão recebendo combustível normalmente sem riscos as operações. Serviços prestados pela Polícia Militar e Corpo de Bombeiros também não estão sofrendo impactos até o momento. ( Colaborou Getúlio Salvador)

 

 

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