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Defesa Civil contará com viatura, drone e câmeras para combater queimadas

Em Rio Preto, nos últimos dois anos, foram registrados mais de 1,3 mil queimadas em vegetação natural

Para enfrentar o período de estiagem, consequentemente as queimadas, a Defesa Civil de Rio Preto vem se preparando para atuar neste tipo de ocorrência. As ações preventivas, além das tradicionais campanhas de conscientização, também contarão com uso de tecnologias como câmeras de sistema de segurança instalada em um dos pontos mais críticos do município e o uso de aeronaves remotamente pilotadas, conhecidas como drones.

O órgão também receberá da Prefeitura uma viatura leve de combate a incêndio. De acordo com números do Corpo de Bombeiros, somente em Rio Preto nos últimos dois anos, foram registrados mais de 1,3 mil queimadas em vegetação natural.

Segundo o coordenador da Defesa Civil, Coronel Carlos Lamin, desde 2017, existe um plano de ações e prevenção a riscos voltado para este período. “Quando começamos a nossa gestão, criamos o plano municipal de contingência e prevenção de combate a queimadas. Nesta proposta nós envolvemos várias instituições estaduais, secretaria municipais e representantes da sociedade civil com a finalidade de amenizar os problemas e impactos causados nesta época por meio de pesquisas, levantamentos e mapeamentos de locais críticos”, conta.

No perímetro urbano da cidade, a área classificada como crítica pela Defesa Civil é o espaço do antigo Instituto Penal Agrícola (IPA). “Ali é uma área muito grande, com uma diversificada biodiversidade ambiental. Neste espaço estão uma estação ecológica e a floresta noroeste paulista, área extensa e de pouco monitoramento. Daí quando ocorre um incêndio é difícil controlar a propagação das chamas. Para se ter uma ideia, em 2017 chegamos ficar 11 dias naquela área. Pois o fogo era apagado, mas as brasas faziam as chamas voltar”, explica o coronel Lamin.

Para maior segurança e controle, nos próximos dias serão ligadas câmeras de monitoramento nas proximidades do IPA. O sistema atuará como forma de prevenção a queimadas, sendo possível uma resposta rápida ao primeiro sinal de fogo e também fiscalização, já que o acesso àquele local é restrito.

“Em parceria com a Empresa Municipal de Processamento de Dados (Empro) serão instaladas duas câmeras de monitoramento e vigilância ali. A primeira delas será ligada nos próximos 20 dias no Parque Tecnológico (Partec). Deste ponto, vamos ter condições de monitorar os focos de incêndios e também o acesso de pessoa nesta área que é restrita. Agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) que cuidarão da fiscalização. Lembrando que a área do IPA é um local de acesso restrito e quando for detectada a presença de pessoas não autorizadas, a Polícia Ambiental será acionada”, diz.

Além das câmeras de segurança o órgão receberá uma viatura de combate incêndio leve e também drone que ajudará na fiscalização e no monitoramento. “Quando começamos em 2017, a Defesa Civil contava com abafadores e apagávamos pequenos focos de incêndio. Depois conseguimos com os bombeiros aquelas bombas-costal para combate a chamas. No ano seguinte compramos sopradores com reservatório de água e fizemos um termo de parceria com bombeiros civis. Já neste ano, em 2019, apresentamos para prefeito um plano básico com novas requisições, como drone para monitorar ocorrências. Também receberemos uma caminhonete adaptada com um reservatório de 600 litros na caçamba e mangueira, sendo possível a contenção de pequenos focos de incêndio”, afirma.

Lamin reforça a importância do drone não apenas no período de estiagem. “Não só em incêndios, mas de uma forma geral, locais de descarte irregular de lixo por parte da população que, além de gerar risco de incêndio, também contribui com a proliferação de insetos nocivos, também a fiscalização outras áreas de risco e levantamentos”.

Nos últimos dois anos, apenas em Rio Preto, foram registradas 1,3 mil ocorrências de queimadas em vegetação. “Em 2017 registramos 754 ocorrências desta natureza e 592 no ano passado”, diz o primeiro Tenente Diego Moraes Silva Machado, chefe do setor de operações do 13º Grupamento de Bombeiros.

No mês passado, representantes das instituições e voluntários que compõem o Comitê Gestor de Prevenção e Combate a Incêndios e Queimadas participaram da primeira reunião do ano com o intuito de avaliar as ações de 2018 e propor melhorias para o decorrer deste ano.

Durante o encontro foram apresentados dados sobre a fiscalização no ano passado e a comparação com os primeiros dois meses deste ano. Proporcionalmente, foram registrados aumentos no número de abordagens e autos de infração aplicados pela Polícia Ambiental, assim como as autuações realizadas pela Secretaria de Serviços Gerais em áreas urbanas e rurais.

“É importante a gente se adiantar, para que as ações preventivas sejam realizadas antes mesmo do período crítico. Mais uma vez a expectativa é de que o período de estiagem seja rigoroso e nós temos que estar prontos. Até outubro, nossos encontros serão mensais. Vamos averiguar o cada um tomou de procedimento em relação a ata que ficou acordado. Esses encontros serão fundamentais para avaliação as ações e as estratégias que serão traçadas” conclui Lamin.

 

Por Alex Pelicer em 25/04/2019 às 23:59
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