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Cidades

Idoso acusado de acorrentar e matar missionária é condenado a 36 anos de prisão

Simone Lopes foi encontrada nua e acorrentada na cama de uma chácara no bairro Jardim Planalto em março de 2017. A vítima estava ensinando o agressor a ler e escrever, além de ajudá-lo com donativos

Francisco Lopes Ferreira, de 65 anos, foi condenado a 36 de prisão pela morte da missionária, Simone de Moura Facini Lopes, assassinada brutalmente em março de 2017. A vítima, que na época do crime tinha 31 anos, foi encontrada nua e acorrentada na cama de uma chácara no bairro Jardim Planalto.

O julgamento durou cerca quatro horas. Francisco foi condenado por homicídio quintuplamente qualificado. Por motivo torpe, recurso que impediu a defesa da vítima, meio cruel, para assegurar a impunidade de outro crime e feminicídio.

O promotor Marco Antonio Lelis Moreira se diz satisfeito com a sentença dada e não pretende recorrer.  "Missão cumprida, foi um trabalho bastante difícil, estudar todas as prova e convencer os jurados. A pena era o que aguardávamos, a juíza foi bastante prudente, considerou a confissão como atenuante e está dentro da razoabilidade. Espero que não tenha que enfrentar casos tão dolorosos como este no futuro”.

O crime e a brutalidade

No dia 12 de março de 2017, o corpo de Simone foi encontrado seminu e acorrentado a uma cama. A vítima foi morta por asfixia após ser agredida na cabeça a golpes de marreta. O acusado do crime foi dias após o homicídio em uma área de mata no bairro Gonzaga de Campos.

Durante a audiência, Francisco contou que Simone estava sentada quando desferiu primeiro ataque. “Ela estava vendo televisão quando acertei o primeiro golpe. Depois ela caiu e não falou mais nada. Foi quando levei-a até a cama”.

Quando questionado o motivo das agressões, Francisco alegou não saber o motivo e se limitou a dizer que “estava com a cabeça doida”. Mas na época do crime, durante depoimento a Polícia Civil, o acusado alegou que teria agredido a vítima após ela dizer que não frequentaria mais a casa dela.

Laudos técnicos periciais apontou que a vítima foi atingida por pelo menos cinco  golpes de marreta na cabeça, o que causou até perda de massa encefálica. Mas a causa da morte não goram as agressões, e sim asfixia.  

“Laudos da perícia apontou sinais de asfixia, ou seja, a vítima estava viva ainda quando foi estrangulada. Marcas no pescoço do lado esquerdo da Simone foi provocada pela mão diretia de Francisco, ou seja, o agressor estava olhando para vítima e via seu sofrimento” afirmou o promotor  Marcos Antônio Lelis.

O agressor foi acusado de estupro já que tirou as vestes da vítima. “Mesmo não tendo consumado o ato sexual, o fato de Francisco ter tocado o corpo nú já qualifica como crime de estupro” afirmou a acusação.

“Casos como este nos faz pensar que simplesmente o mal existe e às vezes não encontramos explicações” disse a juíza Gláucia Vespoli ao término da audiência.

 

Por Alex Pelicer em 11/06/2019 às 17:50
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