Cidades

Constroeste vai construir Hospital Municipal em troca de área no IPA

Empresa venceu a licitação por pouco mais de R$ 23 milhões e a área de 5 alqueires está avaliada em R$ 24 milhões

Em Rio Preto, a empresa Constroeste venceu a concorrência pública para a construção do Hospital Municipal. A obra vai custar R$ 23.036.042,64. Como pagamento a empresa vai receber uma área entre cinco e seis alqueires (aproximadamente 140 mil metros quadrados) no IPA (Instituto Penal Agrícola) que pertence à Prefeitura.

O projeto da permuta da área pela construção do Hospital Municipal foi aprovado na Câmara. A escritura pública da terra será transferida para a empresa no dia em que  entregar o hospital pronto. O prazo para a entrega da obra é de 18 meses. Ele será construído em uma área de 94 mil metros quadrados no Parque Residencial Atlântica na região norte e terá 80 leitos. Terá a capacidade para realizar entre quatro e cinco cirurgias ao dia.

A Constroeste foi a única empresa habilitada. A outra concorrente, a empresa MWA Comércio e Produtos Alimentícios, foi desclassificada por falta de documentação exigida no edital. Embora definida, a Prefeitura de Rio Preto diz que “esse não é o resultado final”. A Secretaria Municipal de Comunicação Social informou que “as propostas ainda serão analisadas” e que “há prazo para recursos”. O setor de concorrência da Prefeitura é extremamente conservador. Dificilmente o resultado será alterado.

O presidente da Câmara de Rio Preto, Paulo Pauléra, PP, disse que o projeto aprovado pela Câmara impede qualquer trânsito de dinheiro nessa permuta. É a simples troca do Hospital Municipal pela área no IPA. Projeto aprovado ano passado definiu o valor da área em R$ 24 milhões. A Prefeitura não informou se a empresa deverá devolver a diferença entre o preço final do Hospital e o valor definido para a área. Segundo Pauléra, a região onde está localizada a área é reservada para comércio e habitação. “De repente a empresa pode fazer residências, vender para uma empresa ou deixar a área sem utilização”, disse. Quando o projeto foi submetido aos vereadores, dizia-se na Câmara que uma empresa que constrói carrocerias para caminhões tinha interesse para aumentar a atual planta que tem nas proximidades. Mas ela sequer participou da concorrência.

O prefeito Edinho Araújo disse que construir o Hospital Municipal não é problema, mas sim “mantê-lo”. O custo da folha de pagamento desde o pessoal da limpeza, segurança, atendentes, auxiliares de enfermagem, enfermeiras e médicos todos os meses impedia a instalação de um serviço médico desse porte. Entretanto, existe a expectativa de que o novo Hospital seja administrado por um prestador de serviço habilitado. Hoje a Secretaria Municipal de Saúde contrata o Hospital de Base e o curso de Medicina da Faceres para a cessão de profissionais prestadores de serviços em hospitais e Unidades Básicas de Saúde e de Saúde da Família. Especula-se que ele poderá se transformar no Hospital Escola da Faculdade de Medicina da Faceres. Mas a entrega do prédio só vai acontecer em 2021 quando, então, essa questão será definida.

Por Rubens Celso Cri em 16/01/2020 23:59