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Cidades

Empresários pedem reabertura do comércio no dia 5 do mês que vem

Acirp e o prefeito de Rio Preto vão se reunir na segunda-feira, dia 30, para avaliar pandemia

O prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo, MDB, pode reavaliar decreto de sua autoria que determina o fechamento da atividade comercial até o dia 15 de abril. O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto (Acirp), Paulo Sader, e o futuro presidente da associação, Kelvin Kaiser, pediram que as atividades sejam retomadas no dia 5 do mês que vem. A reunião foi na quinta-feira, dia 26 de março. Eles discutiram com o prefeito a evolução da pandemia do Covid-19 na cidade e os impactos na economia de Rio Preto. 

Em um pronunciamento feito pelas redes sociais, Edinho disse que na próxima segunda-feira, dia 30, quando deve editar novos decretos sobre o funcionamento da cidade por causa da pandemia, vai revelar a posição da Prefeitura. As mudanças que foram reivindicadas, segundo o prefeito, vão ser objetos de uma avaliação científica, técnica e econômica. Essas três áreas é que vão dar suporte para sua decisão.

Durante a reunião, Sader discutiu com o prefeito a possibilidade de flexibilizações em relação ao fechamento do comércio. Ficou acertado que o prefeito e a direção Acirp terão novo encontro na próxima segunda-feira. 

O presidente da Acirp diz que solicitou “ao prefeito um balanço antecipado sobre a curva de contágio, com vistas aos impactos econômicos da pandemia do coronavírus na cidade”. Para ele, a Prefeitura deve “começar a olhar num horizonte de flexibilização ou isolamento vertical das pessoas”. 

Sader adiantou que “segunda-feira nos reuniremos novamente com o prefeito para avaliarmos se existem condições de se fazer algo, em função da orientação técnica da Secretaria de Saúde e do Ministério da Saúde. Tudo com segurança, pensando no desenvolvimento da economia, nos empresários e em nossos colaboradores”. 

A Acirp disse também, por meio da assessoria,  ao prefeito que “outro temor para aqueles que têm autorização para abrir as portas é o desabastecimento”. Os “comerciantes afirmam que as vendas e a arrecadação caíram. Eles ainda temem pelo desabastecimento”.

Setores que ainda tem autorização para circular estão começando a parar, como os caminhoneiros.

Questionado pela Gazeta, o gabinete do prefeito respondeu que Edinho ainda não tomou uma decisão. A única posição “é a do vídeo” que está nas redes sociais. O processo de decisão está em curso dentro do governo. Consultas e avaliação entre os setores envolvidos. 
A definição só deverá ser conhecida na segunda-feira, dia 30. 

Sobre o vídeo

No vídeo que pode ser acessado nas redes sociais, além de Edinho, Paulo e Kelvin, participaram da reunião Zeca Moreira, chefe de gabinete, Aldenis Borim, secretário de Saúde, Luís Roberto Thiesi, secretário de Administração, Jorge Luis de Souza, secretário de Desenvolvimento Econômico, Mário Soler, secretário de Comunicação e Amaury Hernandes, secretário de Trânsito, Transportes e Segurança.

Nele, Edinho diz que “é uma situação dinâmica”. O prefeito ressalta ainda que “a parte científica e técnica” sempre o orienta “sem perdermos de vista a questão econômica, o emprego, a renda”. 

A reivindicação dos empresários vem na esteira do pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, feito terça-feira, dia 24, quando pediu um afrouxamento da quarentena e a volta das atividades econômicas. 

Além dele, presidentes de várias entidades de empresários fazem coro com o presidente, alegando que a quarentena horizontal (para todos os brasileiros) leva o país ao caos, sem possibilidade de recuperação após a pandemia.  Embora tenha sido criticado, empresários acreditam que a quebra do setor podem provocar mais sacrifícios do que a doença.

Por Rubens Celso Cri em 26/03/2020 17:45
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