Cidades

Rio Preto cai 2 pontos e marca 42% de isolamento social

A capital, mesmo com feriado prolongado, registrou 52%

Pela primeira vez na semana, ontem, sexta-feira, dia 22 de maio, Rio Preto marcou 42% de isolamento social. Entre segunda-feira e quinta-feira ele foi de 44%. O feriado prolongado na capital paulista elevou o índice em São Paulo para 52%. Apenas um ponto a mais do que no primeiro dia do feriadão. 

Na média, o estado também não foi bem. Marcou 49%, um ponto a mais do que o dia anterior, que foi 48%. Os números deste sábado serão conhecidos amanhã após a tabulação dos dados que terminam de ser colhidos as 18h.

O isolamento social é medido em 104 cidades com mais de 70 mil habitantes. As operadoras de telefonia móvel rastreiam o deslocamento dos celulares e fazem um mapa com as porcentagens em cada uma das cidade e a média no estado.  

Em Rio Preto os número têm ficado abaixo dos 50%. O Secretário estadual de Saúde, Dimas Covas, tem dito que o ideal é chegar aos 70%, mas que dá para falar em relaxar a quarentena e retomar as atividades econômicas com 55%. Mas esses número são raros em todo o território estadual.

Ontem, apenas duas pequenas cidades do estado chegaram ou ultrapassaram os 55%. Ubatuba, registrou 57%, e São Sebastião, com 62%. As duas no litoral Norte. Portanto, o medo de que os turistas invadissem as praias daquela região não se concretizou. Apenas sete cidades pequenas ficaram acima dos 50%, chegando a 54%. Nenhuma na região de Rio Preto. 


Regionalização das atividades

O prefeito Edinho Araújo, MDB, e os prefeitos da região apresentaram um plano de regionalização para pôr fim à quarentena e o retorno à normalidade econômica, ao Comitê Municipalista. Ele é formado pelo governador de São Paulo, João Dória, PSDB, o vice Rodrigo Garcia, DEM, secretários estaduais e 16 prefeitos de cidades de porte médio. 

O plano do Noroeste Paulista prevê que cada município utilize uma escala de 1 a 5 níveis, com indicadores que vão desde o isolamento social ao número de casos registrados em cada uma das cidades. Tem ainda a massificação de testes, número de leitos hospitalares e Equipamentos de Proteção Individuais, EPIs. 

Os níveis 1 e 2 autorizam a retomada da normalidade, o 3 recomenda o funcionamento apenas de atividades essenciais, e o 4 e 5 indicam problemas mais graves e a necessidade de atitudes mais drásticas, com endurecimento das medidas de controle. 

Pela escala, Rio Preto está no nível 3. O secretário de Saúde, Aldenis Borim, acredita que os casos começam a se estabilizar e que até o dia 1º de junho a cidade pode alcançar o nível 2 e começar a voltar à normalidade. Os casos, no entanto, se estabilizaram numa média de 20 ao dia. Entre sexta-feira e este sábado foram 19 novos casos. 

Os prefeitos de 102 cidades da região fazem o discurso de que cada município tem suas características e que são muito diferentes entre si. Portanto, cada prefeito e suas autoridades sanitárias devem decidir o que e como fazer. Edinho, um dos membros do Comitê, em nome de todos eles, advoga essa posição. Eles também falam em setorizar o retorno ao trabalho.

Os maiores problemas de Rio Preto e região são exatamente o isolamento social e a curva de casos. O isolamento não chega a 50%. A única cidade que alcançou esse número durante poucos dias foi Votuporanga. Os bons números de Rio Preto e região estão nas condições dos equipamentos hospitalares. 

Em nenhum momento ultrapassamos a 60% de ocupação de leitos, realizamos mais testes do que todas as outras cidades do estado e temos o número de EPIs exigido. Segunda-feira o governador Dória deve participar da próxima reunião do Comitê Municipalista. Talvez haja uma definição sobre a reivindicação do Noroeste Paulista.

Se depender de força política, a região tem bons trunfos. O prefeito Edinho Araújo é um ator influente, o líder do governo Dória na Assembleia é o deputado estadual Carlão Pignatari, de Votuporanga, e o secretário de Desenvolvimento do Estado é Marco Vinholi, de Catanduva.

Por Rubens Celso Cri em 23/05/2020 17:30
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