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Criminoso em série: polícia conclui inquérito sobre estuprador de Rio Preto

Foram 17 estupros, nove roubos, nove tentativa de homicídio e três mortes. Tudo em apenas três anos

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Foi concluído o inquérito de José Antônio Miranda da Silva, de 47 anos. Ele, que trabalhava como autônomo, é acusado de cometer vários estupros, homicídios e tentativa de homicidio, além de roubos em Rio Preto e cidades da região. As vítimas tinham idade entre 17 e 64 anos.

Segundo o delegado da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), Wander Solgon, foram 17 estupros. Destes estupros, três terminaram com homicídio das vítimas e nove com tentativa de homicídio. Todas as mulheres tiveram pertences pessoais roubados.

O delegado explicou que José Antônio agia de várias formas. Algumas vítimas forma abordadas em pontos de ônibus de Rio Preto. Depois que eram ameaçadas, as vítimas entravam no carro e ele seguia para algum lugar isolado para cometer os crimes.

Outras vítimas, que eram garotas de programa, o agressor chegava, marcava um programa, e depois que ela já estava dentro do carro, ele também seguia para um lugar deserto e as estuprava.

Teve uma mulher que foi abordada em uma avenida de Rio Preto. Ele parou o carro e disse para a vítima que a filha dela estava passando mal. A mulher, desesperada, entrou no carro dele e depois que estava lá dentro, ele falava que era um sequestro, começava a bater e depois estuprou.

O caso mais chocante foi de uma mulher, de 22 anos, que foi encontrada no município de Uchoa (SP), nua e toda suja de terra. Ele, depois de cometer o estupro, tentou matar a vítima enterrando a mulher ainda viva. Ela conseguiu escapar e pediu ajuda.

Ainda teve um caso que, segundo o delegado, a mulher sofreu estupro, mas teria mudado para o estado da Bahia e não quis registrar queixa contra José Antônio.

Todas as vítimas que sobreviveram apresentavam ferimentos pelo corpo, cicatrizes e forte abalo psicológico.

José Antônio tinha sido preso no ano de 1997 pelos crimes de estupro e homicídio. Ele ficou preso por 20 anos e ganhou a liberdade no final do ano de 2017. Em três anos após sair da prisão, ele teria cometido todos estes outros crimes: 17 estupros, nove roubos e nove tentativas de homcídio.

O delegado disse que na delegacia o agressor aparentava ser uma pessoa tranquila e humilde. Em nenhum momento foi agressivo depois que foi detido. A esposa de José Antônio informou para a polícia que vivia com ele há pouco mais de um ano e que jamais desconfiou que ele fosse agressivo. Ela teria ficado chocada com todos os crimes que ele cometeu.

O agressor nunca confessou nenhum crime. Ele está detido desde o dia 19 de Junho deste ano e aguarda decisão da justiça. Ele vai responder pelos crimes de roubo, tentativa de homicídio, homicídio e estupro. A pena mínima, segundo o delegado pode ser de aproximadamente 40 anos e que pode ser agravada pelo antecedente criminal que ele já tem. 

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