Cidades

Rio Preto e Fernandópolis são alvo de operação que investiga grupo transmissor do HIV

‘Operação Antivírus’, deflagrada pelo Gaeco na madrugada da quarta-feira (7), cumpriu 12 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o apoio do Ministério Público do Rio de Janeiro, deflagrada na madrugada da última quarta-feira (7), investiga um grupo organizado em redes sociais com o objetivo de transmitir intencionalmente o vírus HIV.

Denominada ‘Operação Antivírus’, a ação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco. Destes, dois deles foram cumpridos em Rio Preto e um em Fernandópolis, com o apoio do 9º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep). O Gaeco não divulgou os bairros para não expor supostas vítimas.

De acordo com o promotor Vinícius Rodrigues França, as investigações começaram em Santos (SP), no mês de junho do ano passado, após denúncia de que um grupo, denominado ‘Clube do Carimbo’, estaria usando o Facebook e o WhatsApp para incentivar a prática do sexo sem preservativo, com o objetivo de contaminar pessoas com o vírus HIV.

Ainda de acordo com o promotor, um dos investigados ouvido pelo Gaeco, de 25 anos, teria dito que ‘gostava da adrenalina de estar exposto ao risco’.

“É um direto de todos na Constituição a intimidade, e o Gaeco não tem objetivo algum em controlar a vida íntima das pessoas. Mas a partir do momento em que um grupo decide colocar a vida das pessoas em risco de morte, a investigação é um dever. O objetivo agora é identificar vítimas e transmissores reais. Inicialmente os crimes investigados são de associação criminosa, periclitação da vida e lesão corporal”, afirmou França.  

O cumprimento dos mandados de busca e apreensão contou com dezenas de policiais militares do Baep e promotores de Justiça do Gaeco das regiões de Bauru, São José do Rio Preto, Franca, Ribeirão Preto, Vale do Paraíba, ABC e capital, além de policiais militares e promotores de Justiça do Gaeco do Rio. 

Os suspeitos serão interrogados. Os objetos apreendidos passarão por perícia. 

Por Karol Granchi em 08/04/2021 16:19