Cidades

Juiz decreta prisão de dono de autopeças apontado como líder de organização criminosa

A partir da prisão em flagrante de um homem, a Polícia Civil identificou outras quatro pessoas que integram grupo especializado em roubo de caminhonetes para desmanche e revenda de peças

O juiz da 2ª Vara Criminal de Rio Preto, Luís Guilherme Pião, decretou a prisão preventiva de três homens indiciados pela Polícia Civil por integrarem organização criminosa especializada em roubo e desmanche de caminhonetes.

Entre os investigados está o dono de uma autopeças, localizada no Jardim Alto Alegre, apontado pela Deic como líder da organização.

O grupo foi identificado a partir da prisão em flagrante de Fernando Alves Pinheiro, 52, em outubro. Flagrado em Rio Preto dirigindo uma Triton roubada em Uberaba/MG, ele disse em depoimento que Emerson, dono da autopeças, pagava R$ 500  pelo serviço de conduzir os veículos roubados de Minas Gerais até Rio Preto. E que, ultimamente, estava trazendo um veículo por mês, tendo trazido cerca de 5 ou 6 veículos roubados, até o momento. 

Ainda segundo Fernando, Emerson encomenda os veículos com um criminoso conhecido como "Neguinho", de Uberaba. Identificado como Luciano, ele seria o autor dos roubos, e contaria com o apoio de um comparsa ainda não identificado pelas investigações.

Já em Rio Preto, um funcionário de Emerson conhecido como "Helicóptero" seria o encarregado de desmontar as caminhonetes em um barracão do patrão, localizado às margens da BR 153. Lugar este em que policiais civis, na ocasião da prisão de Fernando, apreenderam peças automotivas de outros veículos roubados.

Durante a fase de investigação, o comerciante apresentou ao delegado Ricardo Afonso, responsável pelo inquérito, um funcionário chamado Richard, até então completamente desconhecido pelos investigadores. Ele seria o responsável pela compra de veículos de leilão.

Para a autoridade, o homem (que não registra antecedentes criminais), foi chamado para atuar como “laranja” e assumir a responsabilidade pelos crimes.

“Assim, para esta autoridade policial, ficou patente que Richard também integra esta organização criminosa, emprestando seu nome para acobertar as transações com veículos roubados na tentativa de proteger Emerson, o verdadeiro líder, que exerce o comando de todos”, concluiu o delegado.

O promotor José Heitor dos Santos denunciou os cinco homens (Helicóptero ainda não identificado), por organização criminosa armada, sendo cada um responsabilizado individualmente pelas condutas praticadas, como roubo, adulteração de sinal identificador e receptação.

O Ministério Público ainda pediu que os denunciados sejam condenados a ressarcir as vítimas nos valores correspondentes aos veículos roubados, a serem apurados no curso do processo criminal.

O juiz aceitou a denúncia e decretou a prisão dos três homens já identificados. “A prisão preventiva dos denunciados se trata de medida necessária ao acautelamento da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei”, escreveu.

Fernando continua preso.

Por Josiane Teixeira em 24/11/2021 14:50