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Apadrinhamento Afetivo: oportunidade de convivência familiar a crianças acolhidas

No estado de São Paulo, existem quase 9.460 crianças e adolescentes em abrigos, casas de acolhimento ou instituições públicas

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Os programas de Apadrinhamento Afetivo e Financeiro no Estado de São Paulo contam com uma página no site do Tribunal de Justiça de São Paulo para oferecer à população informações sobre os objetivos do trabalho, regramento e a lista das comarcas participantes – www.tjsp.jus.br/ApadrinhamentoAfetivo.

Direcionado a jovens com remotas possibilidades de adoção ou retorno às famílias, o Apadrinhamento Afetivo procura oferecer o mínimo de convivência familiar, para que o adolescente tenha uma referência externa e oportunidades de lazer, tão raras para jovens institucionalizados. Pessoas interessadas em ser padrinho/madrinha se dispõem a manter contato direto com o “afilhado”, podendo sair para atividades fora do abrigo, como passeios, festas de Natal, Páscoa etc.

Já no Apadrinhamento Financeiro, o voluntário contribui economicamente para atender às necessidades de uma criança ou adolescente acolhido, sem necessariamente criar vínculos afetivos. Há algumas variantes nesta modalidade, como o “Apadrinhamento de Serviços” e o “Apadrinhamento Material”.

Na semana que antecede o dia 25 de maio, dia Nacional da Adoção, também é comemorada anualmente, a Semana Estadual da Adoção, instituída em 2011 pela Lei 14,464. A data visa incentivar a população a refletir e se conscientizar sobre os direitos de crianças e adolescentes de terem um lar e uma vida digna.

À espera de uma família

De acordo com dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), atualmente no estado de São Paulo, existem quase 9.460 crianças e adolescentes em abrigos, casas de acolhimento ou instituições públicas. Destas, 1.044 estão aptas para serem adotadas no país, sendo que há 9.372 pretendentes disponíveis.

Em todo Brasil, o número de crianças em abrigos sobe para 34 mil. Em contrapartida, há 36 mil pessoas interessadas em adotar, mas que, no entanto, apenas 2,7% aceitam crianças acima dos 10 anos, uma irrealidade para as 83% que possuem idade superior a essa nas instituições de acolhimento. Crianças que possuem deficiência ou irmãos, estão ainda mais fora do perfil procurado, de acordo com cálculos do CNJ.

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