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Após 20 anos nas ruas, ‘Poeta’ aceita acolhimento de assistentes sociais

Obras do artista que viveu nas ruas de Rio Preto estão expostas em universidade até esta quarta-feira, (1º)

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Os poemas de Antônio Marcos Damasceno Reys, popularmente conhecido como “Poeta de Rua”, viraram artigos de exposição na semana da Psicologia da universidade Unirp, de Rio Preto. Com 50 anos de idade, o Poeta utilizou as ruas de Rio Preto como forma de sustento e moradia durante 20 anos, nas imediações da avenida Alberto Andaló e rua Saldanha Marinho. No período em que permaneceu nas ruas, ficou conhecido por se apresentar com versos e poemas de autoria própria.

Até que foi sensibilizado pelo apelo e pelo trabalho dos agentes sociais da Secretaria de Assistência Social (Semas), por meio da equipe de Serviço Especializado de Abordagem Social do Centro POP – Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, em parceria com a Comunidade Só Por Hoje. Esses órgãos se juntam para fazer diariamente a abordagem social com pessoas em situação de rua para a oferta e encaminhamento aos serviços da Assistência Social e da rede parceira. O trabalho tem a finalidade de sensibilizar o público, através de diálogo, para a saída das ruas. É preciso tocar o coração da pessoa em vulnerabilidade, para que ela mude de caminhos e de vida.

Há três meses, após anos de sensibilização e com o fortalecimento do vínculo com a equipe de abordagem social, o Poeta aceitou outros projetos de vida, começando pela saída das ruas e encaminhamento aos serviços das políticas públicas do município.

“Através de iniciativas e serviços como esse, conseguimos alcançar e atender pessoas que se encontram nas ruas para fortalecer os vínculos sociais, possibilitando novas perspectivas de vida e projetos, como foi o caso do nosso Poeta, o Antônio”, comentou a secretária de Assistência Helena Marangoni.

Atualmente, ele se encontra abrigado na unidade da Comunidade Só Por Hoje do município de Potirendaba.

“Nestes mais de 80 dias na nossa unidade, o Poeta vem numa construção de autonomia e busca diária por qualidade de vida”, comentou o gestor da Comunidade Jessé Fernandes.

 A iniciativa  da exposição na semana de psicologia ocorreu após a universidade tomar conhecimento do caso durante as reuniões com a rede socioassistencial. As obras ficarão expostas até esta quarta-feira, dia 1/6.

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