Redes Sociais

Cidades

Força-tarefa vai definir medidas para moradores em situação de rua

Reunião na Prefeitura encaminhou estratégias para implantar políticas públicas de curto, médio e longo prazos

Publicado há

em

Um mutirão com técnicos de secretarias municipais, representantes do Judiciário, Ministério Público, comerciantes da região Central e entidades sociais irá definir medidas a serem tomadas de imediato para enfrentar o drama dos moradores em situação de rua Rio Preto, além de discutir políticas públicas de curto, médio e longo prazos a serem implementadas no município.

A criação desse grupo de trabalho, que será coordenado pelo Juiz da Vara da Infância e Juventude, Evandro Pelarin, foi decidida em uma reunião realizada na Prefeitura na manhã desta quinta-feira (21), coordenada pelo prefeito Edinho Araújo e com a participação de comerciantes da área central, representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, do Judiciário, do Legislativo, de entidades que dão assistência à população em situação de rua (Albergue Noturno e Casa de Cireneu) e da OAB de Rio Preto.

A grande concentração de pessoas em situação de rua no centro da cidade preocupa lojistas e frequentadores do local. O Sindicato do Comércio Varejista (Sincomercio), com o apoio dos comerciantes do município, realiza uma campanha antiesmola. O objetivo é conduzir os moradores em situação de rua diretamente para locais de acolhimento.

Entre as propostas sugeridas no encontro estão a intensificação das abordagens de dependentes químicos com amparo na lei de drogas, presença mais ostensiva das polícias no calçadão, contatos com entidades para a regulamentação da distribuição de marmitas, evitando a distribuição sem controle e o desperdício, além de diminuir a geração de lixo nas praças centrais.

Segundo o prefeito Edinho Araújo, “todas as ponderações foram registradas e serão consideradas” e as iniciativas serão colocadas em prática com a sensibilidade que o cenário requer. “Todos aqui são protagonistas em busca da melhor solução”, afirmou, recomendando que os próximos encontros sejam de avanço na resolutividade. O juiz Pelarin defendeu que a linha de abordagem para resolver questões “que corroem o tecido social” deve se pautar pela defesa da dignidade e do acolhimento, dentro da legalidade e em sintonia com o interesse coletivo.

Além de Evandro Pelarin, estiveram presentes os promotores públicos Carlos Romani, André Luiz de Souza e Cláudio Moraes, o defensor público Julio Tanone, os secretários Zeca Moreira (Gabinete), Jair Moretti (Governo), Helena Marangoni (Assistência Social), Jorge Luís de Souza (Desenvolvimento Econômico), Amaury Hernandes (Trânsito), Maria Cristina de Godoi (Mulher), Adriana Romano (Trabalho), Rodrigo Juliano (Emurb), Katia Penteado (Meio Ambiente), Victor Cornachione (GCM) e Mário Soler (Comunicação), Marcelo Zola (Albergue Noturno), Frei Francisco Belotti (Casa do Cireneu), vereador Julio Donizete, representantes do comércio central liderados por João Passos e Laura Prado, assessoria jurídica do Sincomercio, Marcelo Gomes Miguel, e representando a comissão dos direitos humanos da OAB Rio Preto, Dra. Daiana Guimarães Pessoa.

AS 10 MAIS LIDAS