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Macacos morrem com suspeita de intoxicação em Rio Preto

Zoológico de Rio Preto recebeu entre esta quarta e quinta-feira, 3 e 4, cinco macacos com sinais de intoxicação

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O Zoológico Municipal de Rio Preto recebeu entre esta quarta e quinta-feira, 3 e 4, cinco macacos com sinais de intoxicação. Dois desses animais não resistiram e morreram na madrugada desta quinta-feira.

Inicialmente, chegaram ao zoo dois macacos-prego resgatados na Mata dos Macacos, em ação conjunta com a Polícia Ambiental e com participação do Centro de Controle de Zoonoses.

“Foram duas fêmeas, com idade estimada entre 5 e 8 anos, com sintomas de incoordenação motora, deambulação, apatia, apraxia e letargia. Uma delas possivelmente foi vítima de agressão também, pois chegou com ferimentos no rosto e uma fratura completa de fêmur e vai passar por cirurgia”, afirma o veterinário e coordenador do Zoológico Municipal, Guilherme Guerra Neto.

Depois, o zoo recebeu dois saguis-de-tufos-pretos, resgatados no Parque Ecológico Educativo Danilo Santos de Miranda, conhecido como Parque Ecológico Sul. “Eles começaram a apresentar os mesmo sinais dos animais resgatados na Mata dos Macacos, perderam a força e caíram da árvore. Nós recebemos, fizemos o tratamento de emergência, mas a sintomatologia deles estava muito grave, inclusive com consequências neurológicas, e eles acabaram não resistindo na madrugada”, diz Guilherme.

Na manhã desta quinta-feira, 4, um novo sagui trazido do Parque Ecológico Sul chegou ao zoológico, com incoordenação motora e dificuldade respiratória. Há a indicação que os três animais resgatados no local pertençam à mesma família. Ele passa por exames com a equipe do Zoológico Municipal.

Na ocorrência da Mata dos Macacos, foi encontrada ainda uma armadilha para macacos, o que levantou a hipótese inicial de que os ataques poderiam estar ligados ao tráfico de animais. Outra suspeita, que ganha mais força, é que os ataques sejam relacionados aos casos de varíola dos macacos, ainda que esses animais não façam parte da cadeia de transmissão da doença.

“Esse tipo de varíola leva esse nome porque o vírus monkeypox, que causa a doença, foi inicialmente identificado na década de 1960, em macacos que estavam em laboratório. Mas a transmissão da doença não se dá do macaco para o homem e sim de pessoa para pessoa, por meio do contato íntimo, da proximidade”, alerta a gerente do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Rio Preto, Andreia Negri.

“Por isso, pedimos que a população não faça nada contra esses animais, nenhum tipo de violência, porque eles não transmitem a varíola dos macacos”, reforça.

Sintomas da doença

Entre os principais sintomas da varíola dos macacos estão lesões parecidas com espinhas ou bolhas no rosto, dentro da boca, mãos, pés, peito, genitais ou ânus. Também é comum caroço no pescoço, axila e virilha. Além disso, outros sintomas comuns são febre, dor de cabeça, calafrios, cansaço e dores musculares. 

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