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Plantão registra agressões, descumprimento de medidas e lesões

Em um dos casos, um homem foi agredido e enforcado pela companheira

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Divulgação/Ilustrativa

Casos de descumprimento de medidas protetivas, violência doméstica e lesões corporais foram registrados no plantão policial de Rio Preto nesta sexta-feira (7). Em um deles, o suspeito afirmou “que não se lembrava de nada”. De acordo com boletim de ocorrência, no Eldorado, por volta de 19h15, a Guarda Civil Municipal atendeu o chamado de quebra de medida protetiva e violência doméstica familiar.

Os agentes declararam na Central de Flagrantes que foram recebidos pela vítima, de 59 anos. Ela informou “que o ex-namorado havia lhe agredido com uma cotovelada nas costas, mas que não deixou marca aparente e ainda lhe ameaçou de morte, mesmo tendo as medidas contra ele”.

Inclusive, esta não é a primeira vez que o suspeito, de 46 anos a ameaça, já que a vítima havia registrado queixa na delegacia em uma outra oportunidade. Questionado sobre os fatos, o homem, que se encontrava visivelmente agressivo, disse “que faz uso de remédio controlado e ingeriu bebida alcoólica, por isso não se recordava dos fatos”.

Ele recebeu voz de prisão e foi levado para o plantão, onde a vítima confirmou ao delegado o que havia passado aos GCMs e representou criminalmente (abriu processo) contra o ex-namorado pela ameaça sofrida. Um médico do IML compareceu ao local, examinou a mulher e confeccionou laudo médico.

Novamente o suspeito, que já ostenta antecedentes criminais, repetiu “que faz uso de remédio controlado, que ingeriu bebida alcoólica e que não se recordava dos fatos”. Considerando que o crime se consumou, o delegado de plantão determinou a prisão em flagrante do suspeito por ‘descumprimento de medida protetiva’, ‘vias de fato’ e ‘ameaça’.

Sem direito à fiança, ele permaneceu encarcerado, à disposição da Justiça.


“Daqui eu não saio”

No Conjunto Habitacional Caic, por volta de 21h, outro caso de natureza semelhante foi registrado. Guardas civis municipais foram acionados devido a descumprimento de medidas protetivas da Lei Maria da Penha. A informação era de que a vítima, de 35 anos, relatou que o ex-marido estava na casa dela e que não queria sair do local.

Atendidos pela mulher, esta lhes contou “que solicitou as medidas contra o suspeito [40 anos] em dezembro do ano passado e que ele estava no quarto, sob efeito de drogas, agressivo e dizendo que não iria embora do local, e que, inclusive, tinha jogado um prato no chão”. Durante abordagem e revista, os agentes não encontraram nada de ilícito com o envolvido.

Questionado, afirmou “estar ciente da medida e que estava na residência porque a mulher o tinha chamado para ficar lá desde a última terça-feira”. Ele recebeu voz de prisão e com isso se exaltou ainda mais, resistindo à prisão. Foi necessário uso de força moderada para contê-lo e algemá-lo.

Na delegacia, a autoridade de plantão determinou que fosse primeiro levado a uma unidade de saúde porque estava alterado pelo uso de drogas, sendo encaminhado então para a UPA Tangará. Após medicado, voltou a ser levado ao plantão. A vítima confirmou todos os fatos em depoimento.

Como havia recebido calmantes, o ex-marido, que também ostenta antecedentes criminais, não apresentava condições físicas de ser interrogado, não conseguindo sequer assinar o documento (nota de culpa). O delegado confirmou a voz de prisão em flagrante por ‘descumprimento de medida protetiva’ e ‘resistência’, sem direito à fiança.

Após os procedimentos de praxe, como exame de corpo de delito no IML, o suspeito foi encaminhado para a carceragem da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Rio Preto, onde permanece à disposição da Justiça.


Mulher também agride

O caso de lesão corporal aconteceu na Estância dos Manacáz, por volta de 20h20. A vítima, homem de 46 anos, compareceu à Central de Flagrantes e afirmou “que possui um relacionamento amoroso com a suspeita há aproximadamente seis anos. Nesta sexta, ela fez uso de bebidas alcoólicas e entrou em discussão. Durante a confusão, passou agredi-lo com socos e tentou sufocá-lo”.

Ainda no depoimento, relatou “que precisou utilizar de força para segurar a mulher [45 anos] e da luta restou ferimentos nos membros superiores e na boca”. Diante do que foi exposto, o delegado de plantão determinou a confecção do BO e expediu ao homem requisição para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).

Por fim, a queixa e a documentação foram encaminhados para o distrito policial correspondente a área dos fatos, onde o caso será investigado pela Polícia Civil.

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