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Vítima descobre golpe tardiamente e perde R$ 8 mil em Rio Preto

Mulher pensou que estava ajudando norte-americano que viria ao Brasil para encontrá-la

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Divulgação/Ilustrativa

Percebendo de maneira tardia um golpe em que estava sendo vítima, uma rio-pretense de 65 anos, moradora do Cristo Rei, acabou com um prejuízo de R$ 8 mil. Ela declarou na Central de Flagrantes, de acordo com o boletim de ocorrência registrado nesta terça-feira (13), que “há cinco meses tem conversado de forma online com um home que se identificou como norte-americano e filiado à CIA [Agência Central de Inteligência]. O papo começou pelo Facebook e depois passou para o WhatsApp, no qual o golpista, que utilizava, inclusive, um número internacional”.

Ainda de acordo com o depoimento da mulher, o suspeito “dizia ser filho único e viúvo. Ele estaria prestes a se aposentar e afirmou que viria ao encontro dela”. No último dia 9 de junho, recebeu uma ligação de um número com DDD 011 de uma pessoa que se identificou dizendo “ser da alfândega do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Ele afirmou que a bagagem do suposto americano estava bloqueada e que seria necessário o pagamento de R$ 8,5 mil em impostos para a liberação”.

Na ilusão de estar ajudando o ‘admirador’ de fora do Brasil, a vítima realizou duas transferências, mesmo a conta sendo de um desconhecido com nome totalmente diferente do ‘norte-americano’ (nome brasileiro). Uma transação foi de R$ 6 mil e outra de R$ 2 mil. Os comprovantes foram anexado à queixa na delegacia.

Mas após receber o dinheiro, o ‘tal’ funcionário da alfândega fez novo contato informando “que não seria possível a liberação naquele dia, apenas na segunda-feira seguinte”. Neste dia, disse a ela “que ao passar pelo scanner, a bagagem continha uma grande quantidade de dinheiro e seria necessário pagamento de mais R$ 35 mil”.

Como ela afirmou não ter este valor, o ‘americano’ que viria ao Brasil comunicou-se com a vítima e lhe ressaltou “precisar de R$ 10 mil para a liberação da bagagem”. A vítima se recusou a enviar o valor e o homem sugeriu “fazer um empréstimo no valor e que, quando chegasse a cidade a ajudaria a pagar”. Novamente ela se negou a realizar o pedido e afirmou “que procuraria a polícia”.

A resposta do suspeito foi que “caso ela procurasse as autoridades e noticiasse os fatos, poderia ser presa por lavagem de dinheiro”. Mesmo assim, decidiu ir até o plantão policial e registar o BO. Para piorar a situação, a vítima contou também no depoimento que enviou cópias dos documentos pessoais dela para o falso estrangeiro. O caso foi encaminhado para a delegacia correspondente a área dos fatos, que vai investigar.

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