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Desfile cívico marca comemoração de 91 anos da Revolução Constitucionalista

Evento homenageia voluntários da revolução de 1932

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Reprodução/Redes Sociais

Um desfile cívico, realizado na rua Marechal Deodoro, em frente ao Fórum de Rio Preto, na manhã deste sábado (9), marcou as comemorações dos 91 anos da Revolução Constitucionalista de 1932 na cidade. O levante armado foi uma manifestação da insatisfação dos paulistas com o governo de Getúlio Vargas.

Cerca de 120 pessoas participaram do evento que reuniu quatro pelotões, sendo dois do Tiro de Guerra e dois do CPI-5. A apresentação contou com 70 crianças que usaram roupas semelhantes a fardas da Polícia Militar, sem a presença de qualquer acessório que lembrasse a uma arma.

Entre as autoridades que estiveram presentes no palanque estavam o comandante do CPI-5, Coronel Fábio Cândido, e o tenente coronel comandante do 13º Grupamento de Bombeiros, Edmilson Branco, responsáveis pela organização do evento, e a ex-comandante e atual secretária estadual de Esportes, Helena Reis. Além dos membros da PM, o prefeito Edinho Araújo (MDB), o vice-prefeito Orlando Bolçone (União Brasil), o deputado estadual Valdomiro Lopes (PSB) e o defensor público Júlio Tanone.

Foram entregues 120 medalhas, sendo 30 para membros de destaque da sociedade civil e 90 para militares. O ato se encerrou com uma homenagem feita pelos integrantes da Sociedade dos Veteranos de 1932, colocando flores no monumento em homenagem à Revolução.

História

O conflito foi antecedido por uma série de transformações políticas no país, a partir da década de 1930, quando um levante armado destituiu as oligarquias do poder. Já em 1932, os paulistas insatisfeitos pediam a constitucionalização do país por meio de eleição presidencial e pelo direito de nomear o próprio interventor.

Ainda antes do conflito, em maio de 1932, protestos aconteceram na cidade de São Paulo, e confrontos nas ruas resultaram na morte de quatro estudantes: Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo. Esses quatro se tornaram mártires em São Paulo, e as iniciais de seus nomes deram origem ao MMDC, movimento que liderou as ações para um levante armado.

Em 9 de julho de 1932, com o apoio da população, os paulistas se armaram e partiram para o combate. O movimento recebeu grande adesão da população do estado, pois milhares de cidadãos se voluntariaram para integrar às forças armadas que lutariam por São Paulo e mulheres de classe média e alta doaram as joias para financiar a compra de armas.

A rendição paulista foi somente em 2 de outubro de 1932, mas, mesmo assim, algumas exigências foram aceitas por Vargas. Entre elas, a constitucionalização do país com a convocação de eleição para formação da Assembleia Constituinte em 1933, a nomeação do civil Armando Sales de Oliveira como interventor dos paulistas e a garantia de que as dívidas de guerra realizadas pelos paulistas seriam assumidas pelo Banco do Brasil.

No entanto, o então presidente decidiu por punir os líderes do movimento, cassando direitos políticos e prendendo-os. Algumas das lideranças foram obrigadas a exilar-se do país.

Museu em Rio Preto

Parte da história da Revolução de 32 é contada por meio de um acervo no Museu da Revolução Constitucionalista de 32, localizado na sede do CPI-5 e aberto ao público. Itens como uniformes e armas usados pelos combatentes, utensílios da época e recortes de jornais e revistas estão expostos na Avenida dos Estudantes, número 1980, no bairro Boa Vista.

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