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Rio Preto entra em estado de alerta para dengue

A cada 10 mil imóveis vistoriados, 210 estavam com larvas do mosquito

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O último levantamento do Índice de Infestação Predial (I.P) de Rio Preto foi de 2,1%, o que, de acordo com o Ministério da Saúde, coloca o município em estado de alerta, já que o recomendado é que o índice fique abaixo de 1%. Resultados acima de 3,9% apontam risco para a dengue.

O levantamento foi realizado pelos agentes de saúde no mês de outubro e mostra a relação entre o número de criadouros com presença de larvas do mosquito Aedes aegypti e o número de imóveis pesquisados. Portanto, o indicador de 2,1% significa que, de dez mil imóveis vistoriados, 210 estavam com larvas do mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

Em outubro de 2022, o indicador ficou em 1,7%, enquanto em janeiro deste ano o índice foi de 4,9%. Já em abril, o indicador foi de 2,8% e, em julho, 0,6%. Em relação às áreas de abrangência, a que teve o maior índice em outubro foi a Vila Toninho, com 5,24%. Já a menor incidência de larvas foi no Caic, com 0,21%.

Os principais recipientes em que foram encontradas larvas do mosquito são nos grupos móveis, como baldes, regadores, bebedouro animal, garrafas, vasos e pratos de plantas, entre outros. Esses materiais representam 68,31% do total de criadouros com larvas encontradas.

Depois, os principais criadouros – com 19,37% de incidência de larvas – são piscinas, ralos internos e externos e vasos sanitários.

Semana Estadual de Mobilização Contra o Aedes

Para conscientizar sobre a importância da prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, a Secretaria de Saúde, por meio da Vigilância Ambiental, está realizando ações dentro das unidades de saúde, em escolas, empresas e locais públicos, como feiras livres, para divulgar a campanha. A Semana começou na segunda-feira (27), e segue até o dia 2.

“É fundamental que as pessoas entendam a importância de participar ativamente do combate ao mosquito. Não precisa muito, é só cuidar do seu espaço semanalmente, colocando cloro nos ralos, vistoriando atrás da geladeira e claro, não permitir que objetos que possam acumular água fiquem nos quintais”, reforçou a gerente da Vigilância Ambiental, Camila Santana.

Casos da doença

Em novembro, a Secretaria de Saúde de Rio Preto registrou 30 casos positivos da doença e atingiu a marca e 8.848 registros desde o início do ano. Ainda há 621 casos em investigação e outros 26 que foram descartados.

A região com mais casos é a do Estoril, com 706, seguida do Santo Antônio, com 562, e do São Francisco, com 545. O menor número de registros positivos foi em Talhado, com 73, no Cidadania, com 83, e no Fraternidade, com 106 registros desde o início do ano.

Até o momento, foram contabilizados dois óbitos pela doença. Um foi registrado em maio e o outro, em junho.

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