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Homem é esfaqueado em Rio Preto e internado em estado grave

Suspeita do crime é a esposa da vítima, que alterou o depoimento algumas vezes, mas, em resumo, afirma ter sido agredida

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Divulgação/Ilustrativa

Um caso de agressão mútua e tentativa de homicídio, ocorrido neste domingo (5) no bairro Bom Jardim, em Rio Preto será investigado pela Polícia Civil. De acordo com informações do boletim de ocorrência, os depoimentos foram contraditórios, mas, aparentemente, uma esteticista de 36 anos esfaqueou o companheiro após ser agredida por ele.

Policiais militares relataram na Central de Flagrantes que era por volta de 17h, quando foram acionados ao local para atender uma ocorrência em que uma mulher teria desferido um golpe de faca no próprio marido.

Ao chegarem se depararam com a seguinte cena: a suspeita estava toda molhada, por, aparentemente, ter se lavado para retirar o sangue da vítima que havia espirrado no próprio corpo, uma adolescente de 16 anos (filha) pressionava com compressa o local da lesão no corpo do homem (ajudante geral, 34 anos), na tentativa de estancar o sangue. O ajudante geral estava inconsciente e já tinha perdido muito sangue, além de apresentar lesões na panturrilha e no peito.

Ainda no apartamento, segundo os agentes, a mulher afirmou que “o marido havia batido nela e, em razão disso, desferiu golpes de faca na coxa esquerda, próximo a virilha e na região do peito”. O Resgate do Corpo de Bombeiros foi acionado e prestou os primeiros socorros, encaminhando a vítima em estado grave, entubado, para o Hospital de Base.

Como eram os filhos do casal menores de idade, foi acionada a presença de uma conselheira tutelar, que os acolheu, ficando responsável por eles. Perícia técnica foi ao apartamento e realizou os testes necessários, além de recolher a faca utilizada no crime, que estava sobre uma bancada na cozinha.

A mulher foi levada para a delegacia e no caminho mudou o depoimento, afirmando que “o companheiro havia a agredido e que não havia dado golpes de faca nele”. Já diante do delegado, novamente alterou a declaração, alegando que “o homem a agrediu e que estaria lesionada no rosto. Apossou-se de uma faca e ficou segurando na altura da cintura, apontando para frente. Instante em que o marido partiu na direção dela para agredi-la novamente, chocando-se contra a faca e por isso acabou lesionado”.

Tanto marido quanto esposa receberam requisições para exames posteriores de corpo de delito, a serem realizados no IML. Como o homem não pôde ser ouvido e pelos fatos estarem “nebulosos”, o delegado de plantão determinou instauração de inquérito para que a delegacia correspondente a área dos fatos investigue o caso e liberou a mulher após os trâmites realizados.

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