Redes Sociais

Cidades

Polícia Ambiental inicia “Operação Huracan” contra incêndios

Ação faz parte da Operação São Paulo Sem Fogo e tem o objetivo de minimizar as consequências das queimadas na época de estiagem

Publicado há

em

Foto: Divulgação

A Polícia Ambiental de Rio Preto iniciou nesta quinta-feira (23) a “Operação Huracan 2024” com o objetivo de minimizar as consequências das queimadas na época de estiagem. As ações fazem parte da Operação São Paulo Sem Fogo e seguem até esta sexta-feira (24).

Diversos órgãos estaduais como as Secretarias de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio da Coordenadoria de Fiscalização e Biodiversidade – CFB, Segurança Pública e Defesa Civil do Estado participam das ações. Além disso, o Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), DER (Departamento de Estradas de Rodagem), Fundação Florestal (FF) e Secretaria de Agricultura e Abastecimento dão apoio às abordagens.

A articulação entre essas instituições ocorre por meio de um Comitê Executivo, que tem como objetivo delinear ações para o cumprimento dos princípios e diretrizes da política estadual relacionada aos incêndios florestais.

A Operação Huracán tem como objetivo a prevenção aos focos de incêndio e, consequentemente, a minimização dos impactos que estes incidentes acarretam à saúde da população e às condições do meio ambiente. Entre as ações previstas, destacam-se as orientações a proprietários e produtores rurais quanto às medidas de prevenção, como a manutenção dos aceiros nos canaviais e a existência dos planos de auxílio mútuo; manutenção adequada das margens de rodovias (faixas de domínio); cuidado pelas unidades de conservação; e outros pontos de vulnerabilidade que também serão alvo do policiamento preventivo.

Na edição deste ano, a Operação receberá o reforço de representantes municipais da Defesa Civil que colaborarão nos esforços preventivos. A denominação da operação faz alusão à mitologia maia, que define Huracán como o deus responsável por catástrofes naturais com a invocação de elementos como o vento, fogo e terra.

Esta ação da Polícia Ambiental tem forte componente didático, uma vez que se iniciam as ações de educação ambiental nas redes sociais como forma de conscientização de toda a população, com os alertas sobre não atirar cigarros ou fósforos às margens de rodovias; não soltar balões e evitar acender fogueiras.

Aceros negros

Visando a proteção da fauna e da flora contra os incêndios florestais, recorrentes no período de estiagem, na próxima segunda-feira (27), ação conjunta entre a Polícia Militar Ambiental, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Fundação Florestal, realizará a primeira fase deste ano da queima prescrita no entorno da Floresta Estadual do Noroeste Paulista, na região do antigo IPA.

A técnica consiste na utilização do fogo, de forma controlada e supervisionada, para que as chamas consumam, basicamente, capim invasor e vegetação exótica acumulados na superfície e adjacências das florestas, criando uma espécie de “acero negro”. O que diminui o material combustível, impedindo a propagação do fogo.

Com a chegada do período de estiagem e, consequentemente, a seca da vegetação, a incidência de incêndios florestais aumenta significativamente. A estratégia faz com que um incêndio iniciado às margens de uma mata não tenha material combustível para atingir a parte mais densa da mata. Com isso, a ação controlada diminui significativamente o risco de perdimento das vegetações nativas nas épocas mais críticas da estiagem.

A segunda ação de queima prescrita está prevista para o dia 29 deste mês e a última etapa, para o dia 3 de junho, sendo que as datas poderão, a critério técnico dos envolvidos, serem alteradas, devido as questões meteorológicas.

O Objetivo dos órgãos envolvidos é que com o passar dos anos e a ocupação responsável da área de entorno da Floresta Estadual e Estação Ecológica do Noroeste Paulista o uso do fogo para realização dos “aceiros negros” seja cada vez menos utilizado até que não seja mais necessária sua realização, pois o ideal será a preservação das áreas e a inexistência de incêndios florestais.

AS MAIS LIDAS