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Homem tenta ‘resgate’ por celular roubado e será investigado pela polícia

Na delegacia, vítima afirmou que foi violentamente ameaçada no momento em que ocorreu o crime

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Divulgação/Ilustrativa

Um caso de roubo e receptação ocorrido em Rio Preto será investigado pela Polícia Civil. Consta do boletim de ocorrência, registrado neste terça-feira (4), que um telefone celular foi roubado de uma farmácia no Conjunto Habitacional São José do Rio Preto e, mais tarde, um rapaz foi ao local, pois teria comprado o aparelho e desconfiado que era roubado. Mas queria ser ressarcido do valor que tinha pago pelo aparelho.

Policiais militares relataram na Central de Flagrantes que era próximo de 17h20, quando foram acionados pelo representante da farmácia sobre a localização de um celular roubado. A equipe já tinha conhecimento do crime ocorrido pela manhã.

No estabelecimento, o administrador, 25 anos, contou que “a pessoa que estava de posse do aparelho afirmou ter comprado e desconfiado que poderia ser roubado, motivo pelo qual estava pedindo apenas o valor que gastou de volta para devolvê-lo. Durante o caminho para o trabalho, recebeu uma ligação de um funcionário que o rapaz estava no local com o telefone”.

Abordado pelos agentes, identificado como um técnico de 24 anos, em revista pessoal nada de ilícito foi encontrado com ele. Questionado, disse que “um estranho foi até a loja dele oferecendo o celular por R$ 250. Pagou com Pix, mas percebeu depois que poderia ter sido roubado, já que notou o aplicativo da farmácia, entrando em contato com as vítimas apenas para não ficar no prejuízo”. Ele foi levado para a delegacia.

A funcionária roubada pela manhã, 33 anos, também esteve no local e prestou depoimento, frisando que “foi violentamente ameaçada durante o roubo, feito com uso de uma arma de fogo”. Ao delegado, o suspeito reiterou que “pensou que se tratava de uma venda lícita, já que solicitou ao ‘vendedor’ que desbloqueasse a senha do aparelho, o que foi feito prontamente”, apresentando o comprovante de pagamento via Pix. “Ao ver as imagens na memória do aparelho desconfiou que fosse da farmácia e decidiu procurá-los, tentando devolver o telefone”.

No despacho, o delegado afirma “que os fatos ensejam maior e mais detida apuração, pois não se pode afirmar que o suspeito cometeu o roubo, já que, pelas imagens das câmeras da farmácia e pela descrição da vítima, as características físicas dele notadamente não condizem com as do criminoso. Quanto ao crime de receptação, tem-se, aparentemente, que ele tenha tomado ao menos a precaução de pedir que a pessoa que lhe oferecia o telefone celular à venda desbloqueasse o aparelho por senha demonstrando que era mesmo dela”.

O administrador ressaltou que “não havia nenhuma senha, já que é utilizado de forma comercial. Desta forma, o criminoso pode ter acessado as configurações e criado uma senha, justamente para poder desbloqueá-lo ao comprador, tomando ares de uma negociação lícita”.

Por fim, a autoridade de plantão reforçou que “não há outra versão que possa acusar o técnico, de modo que não se pode dizer, neste momento, que ele deveria saber que o celular era produto de roubo. Em relação à receptação, não pode ser acusado formalmente, pois não havia sido realizado ainda nenhum registro de boletim de ocorrência por roubo. Deve ainda ser observado que ele espontaneamente devolveu o telefone, ainda que tenha pedido ressarcimento do valor pago. Assim, a conduta dele deve ser melhor investigada via inquérito policial”. Conforme mencionado, o caso vai ser investigado pela polícia.

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