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Aposentada entrega R$ 20 mil para bandidos por causa do ‘bilhete premiado’

Vítima ainda tentou fazer um empréstimo, negado pelo banco, e estelionatários prometeram voltar no dia seguinte

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Divulgação/Ilustrativa

O ‘velho’ golpe do bilhete premiado ainda faz vítimas. O fato novo foi registrado em um boletim de ocorrência nesta terça-feira (2) na Central de Flagrantes de Rio Preto. De acordo com informações do registro policial, uma idosa de 72 anos entregou R$ 20 mil para os criminosos, achando que iria receber uma parte de um prêmio de ‘mais de R$ 11 milhões’. Mas o prejuízo ainda poderia ter sido pior.

Na Central de Flagrantes, a vítima relatou que “andava pelo bairro Redentora, quando foi abordada por um homem baixo, aproximadamente 30 anos, branco e ‘meio’ forte. Ele se dizia evangélico e estava sem documentos. Apresentava um bilhete da Mega-Sena, que dizia estar premiado, querendo ajuda para encontrar uma lotérica. Enquanto conversavam apareceu outro estranho, também branco, ‘meio’ forte e com uns 30 anos de idade, mas, mais alto que o outro. Explicaram a ele o assunto e este ligou no viva voz para o banco, a fim de saber se o bilhete era mesmo premiado”.

Seguiu o relato dizendo que “o prêmio era de mais de R$ 11 milhões. Mas, o homem falou que se recebesse R$ 500 mil já estava bom e que o restante poderia ser repartido entre ela e o outro homem. Entrou no carro com os estranhos e foram a uma agência bancária. Lembra-se apenas que era um veículo pequeno. No Centro, ela sacou R$ 5 mil. Em outro banco, este na avenida Bady Bassitt, retirou R$ 15 mil da poupança”.

A aposentada ainda tentou fazer um empréstimo de R$ 80 mil em outra instituição financeira, mas não conseguiu, pois não foi aprovado. Dentro do carro, os homens tentaram realizar o empréstimo com o celular dela, por meio de aplicativo, mas também não conseguiram.

Em determinado momento, foram até as proximidades da casa onde ela moram e a deixaram por lá e ficaram com os R$ 20 mil. Afirmaram a ela que “voltariam no outro dia para tentar levantar mais R$ 80 mil para que, assim, pudesse ficar com metade do prêmio da loteria”. Em determinado momento, segundo a vítima, “lhe ofereceram água e um chiclete, sendo que ficou ‘tonta’, sonolenta, acreditando que possa ter sido dopada”.

Por fim, contou que “ficou rodando com bandidos no período entre 10h e 15h30. Por isso, tem condições de reconhecê-los”. A queixa formalizada terminou encaminhada para o distrito policial correspondente a área dos fatos, local em que as investigações serão comandadas pela Polícia Civil.

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