Cidades
Adolescentes de 16 anos são detidos por suspeita de tráfico em Rio Preto
Os responsáveis se comprometeram em apresentar os menores infratores ao MP
Dois adolescentes de 16 anos foram apreendidos pela Polícia Militar na tarde deste sábado (29/11), suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas, no bairro Santo Antônio, em Rio Preto. A ocorrência chamou atenção dos policiais pela pouca idade dos envolvidos.
A equipe fazia patrulhamento pela rua Professora Lúcia Maria Galli, área conhecida por denúncias de comércio de entorpecentes, quando viu os jovens. Ao perceber a aproximação da viatura, ambos correram. Um deles foi detido na própria rua; o outro entrou em um imóvel desocupado e tentou fugir pelo telhado, mas acabou alcançado.
Com os adolescentes, os policiais encontraram porções de maconha já preparadas para venda, além de cerca de R$ 320. Um celular também foi apreendido. No total, pouco mais de 400 gramas de maconha estavam divididas em embalagens prontas para comercialização.
Segundo o registro policial, durante a abordagem um dos menores afirmou informalmente que eles teriam juntado dinheiro para comprar uma quantidade maior da droga e fracionar para revenda no bairro. Já na Delegacia, na presença das responsáveis, ele admitiu apenas parte do material, alegando que outros jovens envolvidos fugiram ao ver a viatura. O segundo adolescente optou por permanecer em silêncio e só deve prestar depoimento em juízo.
Um dos garotos apresentava escoriações, possivelmente causadas pela queda durante a tentativa de fuga. Ele recebeu encaminhamento para exame no Instituto Médico Legal.
As responsáveis compareceram à Central de Flagrantes e assinaram o Termo de Compromisso previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, assumindo a obrigação de apresentar os menores ao Ministério Público. A Polícia Civil registrou o caso como ato infracional análogo ao tráfico e à associação para o tráfico, apreendeu o dinheiro e o celular e requisitou perícia da droga.
Os adolescentes foram liberados às famílias, já que não houve uso de violência ou ameaça na ocorrência. O caso agora segue para análise do Ministério Público e da Vara da Infância e Juventude, que decidirão sobre eventuais medidas socioeducativas.
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