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FEM Rio Preto 2023 tem 163 canções concorrentes

Prêmios em dinheiro variam de R$ 2 mil a R$ 10 mil

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Marcos Morelli/Pref. Rio Preto/Dviulgação

A Secretaria Municipal de Cultura de Rio Preto encerrou na tarde desta sexta-feira (7) as inscrições para a 16ª edição do FEM 2023– Festival Nacional de MPB de Rio Preto ‘Vinícius Nucci Cucolicchio”. Foram inscritas 163 canções inéditas de músicos, compositores e letristas de 19 estados brasileiros e do distrito federal.

As inscrições são divididas em duas categorias: FEM Rio Preto (só para composições de artistas locais) e FEM Nacional (para canções de músicos de todo o país).  Os prêmios em dinheiro variam de R$ 2 mil a R$ 10 mil, além do troféu Corpo-violão, criação de Pi Zampieri.

Em 2023, o FEM volta para o seu palco de origem, o Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto, reinaugurado este ano após reforma e revitalização. O evento acontece entre os dias 17 a 19/11. As apresentações têm início às 19h30 nos dias 17 e 18/11 e às 18h, no dia 19/11.

Inscrições e objetivos

O Festival tem como objetivo incentivar a criação musical, abrir espaço para novos talentos, promover o intercâmbio cultural e oferecer ao público um evento que apresente as tendências da MPB na contemporaneidade.

A música inscrita deve ter letra em língua portuguesa, ser original e inédita. A canção também não pode ter participado de edições anteriores do FEM. Para se inscrever é necessário ser maior de 18 anos. Será aceita apenas uma música por inscrição e autor.

Etapas do Festival

Uma comissão formada por três profissionais de notório conhecimento musical, não residentes em Rio Preto, fará a seleção de 28 músicas dentre todas as inscritas, sendo 14 de compositores locais que vão compor o FEM Rio Preto e 14 de compositores das demais de cidades brasileiras que irão compor o FEM Nacional. A comissão de seleção este ano é formada por Juarez Godoy, Fi Bueno, Jamil Scatena (veja currículos abaixo).

A Comissão Julgadora e de Premiação será composta também por três profissionais de notório saber da área musical, não residentes em Rio Preto.

Formato do Evento

Houve uma mudança no formato do evento, que volta a ter uma final com uma segunda apresentação de todos os finalistas. A reformatação contou com a participação da Secretaria de Cultura e do Conselho Municipal de Políticas Culturais.  No primeiro dia do festival (17/11), às 19h30, será realizada a fase FEM Rio Preto: dos 14 participantes, no mínimo quatro serão selecionados e avançam à próxima etapa, a FEM Final.

Na segunda noite do evento (18/11), às 19h30, serão apresentadas 14 músicas na etapa FEM Nacional. Ainda na segunda noite haverá a apresentação de um show convidado e os jurados completam a seleção dos 12 finalistas do FEM 2023 que voltam a se apresentar na noite seguinte, a grande final.

No último dia (19/11), às 18h, será realizada a etapa FEM Final, com as 12 canções selecionadas (sendo no mínimo quatro de Rio Preto), seguida de cerimônia de encerramento e premiação, além de um show de encerramento convidado. A entrada será gratuita para o público em todas as ocasiões. Além das premiações em dinheiro, o festival vai oferecer troféus aos vencedores (confira abaixo).

Quantidade de inscritos por estado:

Alagoas: 01

Amazonas: 01

Amapá: 02

Bahia: 05

Ceará: 03

Distrito Federal: 06

Goiás: 03

Maranhão: 02

Minas Gerais: 18

Mato Grosso do Sul: 04

Pará: 02

Paraíba: 01

Pernambuco: 02

Paraná: 05

Rio de Janeiro: 10

Rio Grande do Sul: 01

Santa Catarina: 04

Sergipe: 02

São Paulo: 87

Tocantins: 01

Comissão de Seleção – FEM 2023

Fi Bueno: foi do piano para o violão, construiu conhecimento e narrativas rítmicas na guitarra, baixo e bateria. Enveredou pelo forró (formou duas bandas – Forroziando e Banda Bagana) até desaguar em pura música brasileira, onde tem lançado trabalhos solo desde 2010. Em 2009, também se tornou diretor da escola Casa da Música; foi o idealizador e diretor musical, ao lado de Ruriá Duprá, do Projeto Tocar.

Na carreira solo, lançou os álbuns “Lançar no Mar” (2010), “Acredite na Vida” (2013) – que tem arranjos de Ruriá Duprat, “Fi Bueno (Ao Vivo)” (2016) e “Estado Puro” (2018), que podem ser ouvidos nas plataformas digitais. Em 2022, com produção de Guto Graça Mello, lançou o álbum “Litoral”. Ainda em 2021, lançou “A Mais Bonita”, o primeiro single autoral do álbum. Em 2022, voltou aos lançamentos com sua versão de “Passarim”, tendo como base o arranjo original do maestro Tom Jobim, sua maior influência na música brasileira. A autoral “Segunda-Feira no Mar” e seu registro de “Alegre Menina”, parceria de Dori Caymmi e Jorge Amado, também foram lançadas como single nas plataformas digitais. Desde 2016, Fi Bueno vem trabalhando junto ao legendário produtor Guto Graça Mello.

Jamil Scatena: é músico percussionista, graduado em História (Universidade São Francisco – Bragança Paulista), é Membro das diretorias das Escolas de Samba Unidos da Reciclagem, Botafogo e Imperial de Atibaia. Compositor/interprete de sambas de enredo. Autor do livro Atibaia Samba Escola de Samba. Músico percussionista do Bando Flor do Mato acompanhando a cantora, pesquisadora e apresentadora Inezita Barroso.

Percussionista no show Pós Namorados com a cantora Ana de Hollanda – Sala Funarte/sp. Percussionista convidado no disco Arredores do violeiro Osni Ribeiro. Percussionista em shows com o violeiro Arnaldo Freitas entre os anos de 2013 a 2021. Participação com Arnaldo Freitas do Programa Fogão Prosa e Viola – TV Altiora. Atua como jurado em Festivais de Música no Estado de São Paulo nas cidades de  Cunha, Taquarituba, Porto Ferreira, Rio Claro e São José do Rio Preto. Parecerista em vários Editais e Comissões Públicas.

Juarez Santos Godoy:  é produtor cultural e fotógrafo desde 1986. Um dos líderes do grupo “Flor na Pedra” dedicado à Música Popular Brasileira, participou de vários festivais pelo interior paulista no final dos anos 1970. No início dos anos 1980, foi um dos líderes fundadores do Corda Coral de Americana. Participou como jurado de vários festivais de música na Região Metropolitana de Campinas onde é reconhecido pela sua atuação em prol da cultura, recebeu várias homenagens e prêmios por isso: título de “Cidadão Americanense”, Medalha de Mérito “Princesa Tecelã”, Moções de Aplausos, 4 Prêmios Destaques Culturais do Ano nas categorias Artes Visuais e Música. Coordenou apresentações musicais, inclusive na França em três ocasiões, de 1997 a 2010.

É diretor geral e idealizador do Movimento Juca Jazz que participa oficialmente desde 2017, do International Jazz Day, evento global promovido pela Unesco e Herbie Hancock Institute of Jazz. Desde 2016, quando criou o Juca Jazz, realizou vários eventos musicais envolvendo mais de 500 artistas de vários estilos musicais, indo do popular ao contemporâneo e também promoveu encontros master class.

Foi proponente contemplado e com participação em vários projetos de Leis de Incentivo à Cultura: ProAC, Lei Rouanet, Lei Aldir Blanc e Leis Municipais. Entres eles: Animalivro, Aprenda Cantando, Brasileirinhos, Exposições de artes Plásticas, circulação de shows musicais e muitos outros.

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