Economia

Economia criativa: rio-pretenses apostam no fazer manual como forma de renda

Bastidores ganham bordados contemporâneos e surgem, ao lado do crochê, como tendência na decoração

A admiração pelos bordados em bastidores resultou na curiosidade em aprender mais sobre a prática. Com o tempo livre durante as férias, a rio-pretense Juliana Oba decidiu dar os primeiros pontos da sua história com o artesanato.

“Sempre achei o trabalho muito legal. Comecei a ver outras meninas que faziam e a pesquisar sobre o assunto. Aprendi tudo o que sei por vídeos no Youtube, não fiz nenhum curso”, conta Juliana.  

Ao postar o resultado de seus trabalhos no Instagram, a jornalista começou a receber pedido de bordados dos amigos. A primeira encomenda, com temática da série Friends, foi feita em meados de janeiro. Desde então, a bordadeira já produziu em torno de 30 bordados personalizados, inclusive para pessoas de outras cidades, que conheceram seu trabalho através de seu perfil no Instagram @oba.stidor.   

Com um trabalho personalizado, Juliana já fez diversos bordados diferentes, entre frases, fotografias e símbolos do zodíaco. “Um bordado muito procurado é de fotografia. Mas o mais interessante é que o bordado traz um significado a mais. Enquanto a fotografia mostra o que aconteceu naquele momento, o bordado permite complementar isso com outros elementos que dão mais significado”, esclarece.

Mesmo que o hobby tenha virado uma forma de renda, Juliana ressalta que é uma atividade muito prazerosa pelo fato de representar no tecido algo que as pessoas gostam e se identificam. 

“O mais interessante no bordado é que ele pode ser personalizado. Então você é livre pra colocar ali o que você gosta e representar o que te faz bem, já que é algo que você vai estar sempre olhando. Então pode ser algo que remeta a boas lembranças ou traga sentimentos felizes. Eu sempre falo que é um objeto afetivo por conta disso mesmo, você pode colocar ali algo que só você entenda, que só representa algo pra você, faz sentido pra você”, finaliza.


De correntinhas a bichos inanimados

Embalada pelos ensinamentos da avó, a rio-pretense Janaína Moraes se juntou com a mãe, Rosemary, e se aventurou pela economia criativa por conta do amigurumi. As duas são as artesãs responsáveis pelo Instagram @arte.da.meire, que por meio de peças em inanimadas, está encantando o coração de muitas crianças.
“Quando era mais jovem, minha vó sentava comigo na sala e me ensinava a fazer correntinhas de crochê. Hoje, os ensinamentos da minha vó já não são mais correntinhas, elas se transformaram em seres inanimados coloridos, sem forma, mas que encantam a todos”, conta Janaína.

As encomendas começaram tímidas, em meados de dezembro, “achamos até que não ia dar em nada e que não valeria a pena investir”. Mas, com o avançar da pandemia, Janaína e Rosemary tiveram até que recusar algumas encomendas, “não íamos dar conta de entregar tudo dentro do prazo”, se diverte Rosemary.

Os itens mais pedidos são os polvinhos. “Eles são muito indicados para recém-nascidos, por conta dos longos tentáculos”. Por mês, as duas fazer cerca de 30 polvos. “Temos dois tamanhos e três modelos disponíveis, mas os que mais saem são os médios, feitos com linhas bem coloridas”, explica Rosemary.

A dupla relembra a encomenda mais desafiadora que já recebeu. “Eu fiz um Freddie Mercury e minha mãe um Jimi Hendrix. O resultado ficou sensacional”. O mais difícil para mãe e filha é, depois de prontas, ter que entregar as encomendas. “O resultado nos surpreende tanto que dá vontade de ficar com todos”, finaliza Rosemary.

Para saber mais sobre o trabalho de Juliana, Janaína e Rosemary, acesse os Instagram @oba.stidor e @arte.da.meire.

Por Da Redação em 09/08/2020 07:00