Economia

A vez do e-commerce: saiba mais sobre este universo

Artigo escrito por Guilherme Mota, engenheiro formado pelo ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica)

O comércio online ou e-commerce, abrange todo o comércio realizado por meios eletrônicos. Desde 1970, quando surgiu nos Estados Unidos, a princípio restrito à transferência de valores e pedidos, o e-commerce ganhou impulso com a internet e, a partir de 2010, começou a superar as compras físicas. Em 2016, a popularização dos smartphones permitiu maior conexão e a mobilidade concretizou a predominância do comércio eletrônico.

Recentemente, com a crise do Covid-19, o e-commerce mostrou mais uma vez sua vitalidade e tem sido o principal recurso para os consumidores que preferem respeitar o distanciamento social. Gigantes do e-commerce, como a Amazon, vêm aumentando suas vendas e superando concorrentes oferecendo facilidades atraentes, como as entregas sem custo para clientes fidelizados.

Na outra ponta dessa corda, o varejo mal sobrevive. Assolado pela mesma crise sanitária cujos desdobramentos fizeram muito bem, obrigado, ao e-commerce, as vendas físicas ricocheteiam entre proibições de funcionamento e a resistência de boa parte dos consumidores que, por prevenção contra o novo vírus, preferem evitar aglomerações.

A crise do Covid-19 obrigou os negócios físicos a vitalizarem suas interfaces de e-commerce. Uma providência inadiável. Em 2017, a Nasdaq já alertava, a partir de estudos e pesquisas, a tendência de em 2040 o comércio online representar 95% de todas as compras.

Para um bom desempenho no comércio online é preciso avaliar com atenção o comportamento do consumidor para adaptar as estratégias da empresa. Adotar um design responsivo para o website permite a adaptação gráfica ao dispositivo no qual será exibido, minimizando a necessidade do usuário de redimensionar e rolar o conteúdo.

O abandono do carrinho de compras é outro problema enfrentado até mesmo por sites sem maiores obstáculos. Se necessário, modificações devem ser feitas para evitar surpreender os compradores com taxas adicionais e para permitir as compras mesmo por consumidores ainda sem uma conta.

Vídeos com tutoriais sobre o funcionamento dos produtos e a presença da marca em mídias sociais melhoram os negócios e tornam os produtos mais competitivos. Beneficie-se da atividade dos consumidores nas redes sociais e impulsione suas vendas a partir dos comentários dos compradores.

Cada vez mais ativos, os consumidores postam impressões sobre os produtos adquiridos. Os comentários, uma ferramenta de grande influência no comércio eletrônico, podem determinar uma compra ou levar o consumidor a buscar uma outra opção.

Como parte integrante da experiência de compra online, a gestão das redes sociais é estratégica. A gestão das redes pode contribuir também para uma experiência positiva de compra e assegurar uma vantagem na conquista do consumidor. 30% preferem retornar a um site conhecido, como se voltassem a mesma loja em que foram bem atendidos em um shopping.

Ofereça ainda, em especial para os homens, a opção de compras a granel. Eles preferem gastar mais e retornar menos vezes ao site do que as mulheres. Segundo pesquisa da KPMG, rede global de empresas especializada em consultoria de serviços corporativos, eles preferem eletrônicos e produtos de luxo e gastam cerca de 68% mais por transação do que as mulheres.


Guilherme Mota, engenheiro formado pelo ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica), diretor geral da Muriqui Capital, empresa especializa em executar projetos de turnaround. 

Por Da Redação em 06/10/2020 06:00