Pesquisa revela que dívidas de rio-pretenses chegam a quase R$ 1 bilhão

O número de inadimplentes cresceu 5% em 12 meses, aponta Sincomercio

Uma pesquisa do Sindicato do Comércio Varejista de São José do Rio Preto (Sincomercio) revela que o número de inadimplentes na cidade cresceu 5% em março de 2022 em comparação com março de 2021. Em março do ano passado, eram 167.279 inadimplentes no município, e 12 meses depois o número saltou para 175.690.

Para o presidente do Sincomercio de Rio Preto, Ricardo Eládio Arroyo, a inadimplência é um reflexo da crise econômica provocada pela pandemia de covid-19. “Isso é um reflexo da pandemia e dos lockdowns que tivemos. Essa medida de restrição teve um efeito que a economia sente até hoje. Os impactos foram empresas que fecharam as portas, postos de trabalhos perdidos e o aumento de pessoas desempregadas”, explica. 

O estudo revela ainda que todos os números referentes à inadimplência aumentaram nos últimos meses no município. Em relação à quantidade de dívidas, o saldo passou de 672.207 em março de 2021, para 710.636 em março deste ano – o que representa um aumento de 6%. 

“Outro fator que contribuiu para o aumento de dívidas é que muitas pessoas utilizaram valores da economia, como poupança, para comprar bens ou em uma situação de emergência. Agora, estão começando a sofrer com a inadimplência por não terem recursos para pagar as contas e manter o bem comprado”, disse o presidente do Sincomercio. 

Com a inadimplência em alta, Rio Preto está quase chegando a marca de quase R$ 1 bilhão referente ao valor total das dívidas da população. O número subiu de R$ 894.214.734,07, em março de 2021, para R$ 944.458.989,78, em março de 2022. 

O presidente do Sincomercio alerta sobre as orientações que os empresários precisam seguir para evitar prejuízos com devedores, principalmente nesse período de retomada econômica. “O empresário precisa fazer uma análise na hora de conceder o crédito. Dar prioridade para parcelamentos em cartões de crédito, evitar pagamentos com cheques e também ter cuidado com o crediário”.

Já em relação aos consumidores, Arroyo explica que é necessário se organizar e avaliar a necessidade de compra do produto. “As pessoas precisam ver o quanto ganha para saber o quanto pode gastar. Na hora de comprar, é preciso analisar a necessidade do bem que está sendo adquirido. Tomar cuidado com parcelas altas e de longo prazo que podem comprometer o orçamento”, orienta o presidente do Sincomercio.

Por Victor Garcez em 12/05/2022 15:40