Vendas no varejo nacional avançam em março

Primeiro trimestre de 2022 mostra alta de 1,3% contra mesmo período de 2021

Em março de 2022 o volume de vendas no comércio varejista nacional teve alta de 1,0% frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. Com isso, a média móvel trimestral avançou em 1,6% no trimestre encerrado em março.

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, o volume de vendas em março de 2022 aumentou 0,7% frente a fevereiro. Nesse índice, a média móvel trimestral avançou em 1,1% no trimestre encerrado em março de 2022.

Seis das oito atividades tiveram taxas positivas, na série com ajuste sazonal

O avanço de 1,0% no volume de vendas do varejo, em março, na série com ajuste sazonal, teve taxas positivas em seis das oito atividades pesquisadas: equipamentos e material para escritório informática e comunicação (13,9%), livros, jornais, revistas e papelaria (4,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (3,4%), combustíveis e lubrificantes (0,4%), móveis e eletrodomésticos (0,2%) e tecidos, vestuário e calçados (0,1%).

Por outro lado, entre fevereiro e março de 2022, dois dos oito grupamentos pesquisados tiveram resultados no campo negativo: hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-5,9%).

No comércio varejista ampliado, material de construção registrou -0,1% entre fevereiro e março, enquanto veículos e motos, partes e peças cresceu 2,2% no período.

Avanço frente a março de 2021 foi de 4,0%

Na comparação com março de 2021, o comércio varejista avançou 4,0%, com taxas positivas em sete das oito atividades: tecidos, vestuário e calçados (81,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (36,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (8,9%), equipamentos e material para escritório informática e comunicação (16,2%), móveis e eletrodomésticos (6,7%), combustíveis e lubrificantes (6,0%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,5%).

O único setor a apresentar queda na comparação com março de 2021 foi hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-3,4%).

Considerando o comércio varejista ampliado, o aumento de 4,5% nas vendas frente a março de 2021, foi seguido tanto por veículos e motos, partes e peças (7,3%) quanto por material de construção (1,2).

A atividade de tecidos, vestuário e calçados apresentou aumento de 81,3% nas vendas frente a março de 2021, terceiro consecutivo e o maior aumento, na comparação interanual, desde maio de 2021 (165,2% frente a maio de 2020). O resultado interanual do setor exerceu a maior contribuição dentre todas as atividades, somando 3,0 p.p. de um total de 4,0% do comércio varejista. O acumulado nos últimos doze meses, ao passar de 18,6% até fevereiro para 23,5% de crescimento em março, mostrou aumento de intensidade de crescimento. O mesmo se deu no acumulado no ano, passando de 5,2% até fevereiro para 24,1% até março.

O setor de livros, jornais, revistas e papelaria apresentou aumento de 36,1% nas vendas frente a março de 2021 (-19,5%), contra aumento de 18,8% em fevereiro de 2022 frente a fevereiro de 2021. No ano, o setor acumula 24,7% de crescimento até março, acima do acumulado registrado até fevereiro (21,2%). No indicador dos últimos dozes meses o setor também acelera, passando de 5,0% até fevereiro de 2022, para 9,4%.

O agrupamento de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação apresentou aumento de 16,2% nas vendas frente a março de 2021 (-0,4%), contra queda de 8,0% em fevereiro de 2022, frente a fevereiro de 2021. Com isso, no ano o acumulado passa de -7,8% até fevereiro para 0,1% até março. Nos últimos dozes meses a atividade também inverte sinal com a inclusão de março de 2022, passando de -1,2% até fevereiro para 0,2% até março.

Em outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos, etc., o indicador interanual também registrou crescimento: 8,9% nas vendas frente a março de 2021 (30,1%), contra aumento de 1,1% em fevereiro de 2022 frente a fevereiro de 2021. O setor registrou a segunda maior contribuição na comparação mês contra mesmo o mês do ano anterior, somando 1,1 p.p. ao total de 4,0% de crescimento de todo o varejo.

A atividade também mostra ganho de ritmo em relação ao acumulado no ano, passando de -2,9% até fevereiro para 0,9% no mês de referência. No entanto, em termos do resultado acumulado nos últimos doze meses, ao passar de 11,2% até fevereiro para 9,9% em março, o setor apresentou redução de intensidade de crescimento.

O setor de móveis e eletrodomésticos subiu 6,7% nas vendas frente a março de 2021 (11,7%), invertendo trajetória de nove meses de resultados negativos. Em relação ao acumulado no ano, ao passar de -12,5% até fevereiro para -6,5% até março, a atividade mostra diminuição de ritmo de perda. Nos últimos dozes meses, a inclusão do mês de março não modifica o cenário, que passa de -8,5% até fevereiro para -8,7% até o mês de referência.

Já combustíveis e lubrificantes teve aumento de 6,0% nas vendas frente a março de 2021. O setor, para este indicador, vinha de seis meses sem crescimento: -4,2% em setembro de 2021, -7,6% em outubro, -7,0% em novembro, -6,2% em dezembro, -7,0% em janeiro e 0,1% em fevereiro. O acumulado no ano passou de -3,6% até fevereiro para -0,4% em março, mostrando redução de ritmo de queda. O acumulado nos últimos doze meses foi de 1,3% até fevereiro para 2,0% em março, mostrando aumento de intensidade de crescimento.

A atividade de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria teve alta de 1,5% nas vendas frente a março de 2021, quinta taxa positiva consecutiva. Com isso, o setor acumula alta de 8,2% no ano, menor valor desde janeiro, indicando diminuição no ritmo de crescimento. Nos últimos doze meses o acúmulo é de 9,0% até março, representando 54 meses consecutivos de avanços positivos para este indicador.

Único a apresentar queda na comparação março 2022 contra março de 2021 (-3,4%), o setor de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo reverte resultado de fevereiro de 2022 (2,0%), único mês a registrar valores positivos no volume de receitas dos últimos 14 meses (1,3% de aumento em janeiro de 2021 contra janeiro 2020).

A atividade também exerceu influência negativa na soma do comércio varejista total, tendo contribuído com -1,8% do total de 4,0%. No ano, o setor acumula -0.9% de crescimento e nos últimos dozes meses o resultado chega a -2,3% em março de 2022.

A atividade de veículos e motos, partes e peças apresentou resultados no campo positivo pelo quinto mês consecutivo, alcançando 7,3% nas vendas em março de 2022 frente a março de 2021 maior amplitude do período (1,8% em novembro de 2021, 0,4% em dezembro, 1,7% em janeiro e 1,2%).

O setor representou a segunda maior contribuição na composição do comércio varejista ampliado, somando 1,7 p.p. ao total de 4,5% das dez atividades contabilizadas.

O acumulado no ano até março, ao passar de 1,4% até fevereiro para 3,5% no mês de referência, mostrou aumento de ritmo. O acumulado nos últimos doze meses, ao passar de 17,4% até fevereiro para 15,8% em março, mostrou redução de intensidade de crescimento.

A alta de 1,2% entre março de 2021 e março de 2022 para material de construção foi a primeira taxa positivo após oito meses de quedas (-4,7% em julho de 2021, -6,8% em agosto, -10,1% em setembro, -14,1% em outubro, -4,1 em novembro, -8,2% em dezembro, -8,0% em janeiro de 2022 e -7,9% em fevereiro). Tanto no acumulado do ano quanto nos últimos dozes meses o resultado é negativo: -4,8% no ano e -1,0% nos últimos dozes meses.

Primeiro trimestre de 2022 mostra alta de 1,3% contra mesmo período de 2021

O primeiro trimestre de 2022 alcançou 1,3% de crescimento em relação ao mesmo período de 2021. O resultado positivo foi o primeiro, nessa comparação, desde o segundo trimestre de 2021: 14,8% no segundo, -1,2% no terceiro e -4,6% no quarto trimestre de 2021.

Setorialmente, cinco atividades tiveram resultados no campo positivo: livros, jornais, revistas e papelaria (24,7%), tecidos, vestuário e calçados (24,1%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (8,2%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,9%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,1%).

Três atividades fecharam o trimestre com resultados negativos: móveis e eletrodomésticos (-6,5%), hiper e supermercados, produtos alimentícios e de perfumaria (-0,9%) e combustíveis e lubrificantes (-0,4%).

No caso do varejo ampliado, o resultado do trimestre de 2022 foi positivo em 1,1% em relação ao primeiro trimestre de 2021. Tal resultado inverte trajetória registrada no último trimestre de 2021 (-4,2%), único ponto negativo na série desde o segundo tri de 2020. Em termos setoriais, veículos e motos, partes e peças apresentou crescimento de 3,5%, enquanto material de construção fechou o período com queda 4,8%.

Vendas crescem em 19 unidades da federação na comparação com fevereiro

Na passagem de fevereiro para março de 2022, na série com ajuste sazonal, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista mostrou avanço de 1,0% com resultados positivos em 19 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Goiás (3,0%), Roraima (2,8%) e Pernambuco (2,5%).

Por outro lado, pressionando negativamente, figuram sete UFs, com destaque para Amazonas (-3,2%), Distrito Federal (-1,5%) e Bahia (-1,2%). O Pará apresentou estabilidade (0,0%).

Para a mesma comparação, no comércio varejista ampliado, a variação entre fevereiro e março de 2022 foi positiva em 0,7%, com resultados positivos em 14 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Espírito Santo (11,9%), Goiás (7,4%) e Piauí (4,0%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 13 das 27 unidades da federação, com destaque para Ceará (-3,1%), Rio Grande do Sul (-2,1%) e Acre (-2,0%)

Frente a março de 2021, a variação das vendas no comércio varejista foi de 4,0% com resultados positivos em 24 das 27 UFs, com destaque para Ceará (20,4%), Distrito Federal (19,6%) e Amapá (17,9%).

Por outro lado, três UFs pressionaram negativamente: Amazonas (-6,8%), Sergipe (-4,4%) e Rio de Janeiro (-3,5%).

Já no comércio varejista ampliado, a variação entre março de 2022 e março de 2021 mostrou crescimento de 4,5% com resultados positivos em 23 das 27 Unidades da Federação, com destaque nas altas para Goiás (19,1%), Tocantins (15,3%) e Amapá (14,9%) e pressionando negativamente Amazonas (-9,6%), Pernambuco (-4,1%) e Rio de Janeiro (-1,6%).

 

Fonte: Com informações do IBGE

Por Da Redação em 10/05/2022 14:53