Redes Sociais

Economia

Estimativa de junho prevê safra recorde de 307,3 milhões de toneladas para 2023

Crescimento de 1,4 milhão de toneladas na produção de milho puxou o aumento da safra de grãos em junho

Publicado há

em

Albari Rosa/AEN-PR/Divulgação

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve registrar novo recorde em 2023, totalizando 307,3 milhões de toneladas. Trata-se de um valor 16,8% maior ou mais 44,2 milhões de toneladas que a obtida em 2022 (263,2 milhões de toneladas).

Na comparação com maio, a estimativa assinalou alta de 0,6%, com acréscimo de 1,9 milhão de toneladas. Desse total, 1,4 milhão refere-se alta na produção do milho, cuja expectativa é de recorde na produção, assim como a de soja, trigo e sorgo.

A área a ser colhida este ano deve ser de 76,9 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 5,1% (3,7 milhões de hectares a mais) em relação à área colhida em 2022. Frente ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou um crescimento de 346.730 hectares (0,5%).

Os principais destaques da safra 2023 são as estimativas da produção de soja, milho, trigo e sorgo, todos estabelecendo novos recordes. No caso da soja, a produção deve chegar a 148,4 milhões de toneladas (alta de 0,1%). Quanto ao milho, a estimativa foi de 124,5 milhões de toneladas (28,1 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 96,3 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz foi estimada em 10,0 milhões de toneladas; a do trigo em 10,6 milhões de toneladas; a do algodão (em caroço), em 6,9 milhões de toneladas; e a do sorgo, em 3,8 milhões de toneladas.

“Há um conjunto de fatores positivos. Com exceção do Rio Grande do Sul, o clima tem estado muito bom, especialmente para os produtos de segunda safra como o milho, cuja produção cresceu muito. Outro fator é que o ano agrícola começou no período certo, não teve atraso no plantio da safra de verão, o que possibilitou uma colheita, especialmente da soja, no tempo certo. A janela de plantio do milho de segunda safra foi muito boa, logo após a colheita da safra de verão em janeiro e fevereiro. Isso favorece a colheita do milho de segunda safra que está ocorrendo agora em julho e agosto. E por fim, o aumento dos preços internacionais levou o produtor a ampliar o plantio”, analisa o gerente do LSPA, Carlos Barradas.

A produção do trigo também pode vir a ser recorde caso se mantenham as condições climáticas favoráveis. O país importa um pouco de trigo, mas a produção tem crescido bastante devido à elevação dos preços internacionais com a guerra da Rússia e da Ucrânia, levando os produtores a investirem mais em tecnologia e na ampliação do plantio. “Mas ainda dependemos que o clima ajude, pois existe uma previsão do fenômeno El niño, que pode provocar secas, especialmente no Sul do país”, ressalta Barradas.

Já a soja teve um pequeno aumento na produção o que faz com que mantenha a previsão de recorde. A alta se deve ao aumento na produção do Tocantins em relação a maio. “Nos estados do Matopiba, (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) o plantio da soja atrasa em relação ao resto do país, com isso eles têm maior capacidade de alterar o dado de produção. Este mês, o Tocantins foi o responsável prevendo um crescimento de 6,6%”, completa Barradas.

Com 30,9% de participação, Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos

O Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,9%, seguido pelo Paraná (15,2%), Rio Grande do Sul (9,6%), Goiás (9,6%), Mato Grosso do Sul (8,9%) e Minas Gerais (5,9%), que, somados, representaram 80,1% do total. Com relação às participações das regiões brasileiras, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (49,7%), Sul (27,1%), Sudeste (9,5%), Nordeste (8,6%) e Norte (5,1%).

As principais variações positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram no Mato Grosso do Sul (1.344.621 t), no Tocantins (305.207 t), em Minas Gerais (123.674 t), no Pará (91.192 t), no Maranhão (27.045 t), em Rondônia (27.020 t) e no Espírito Santo (378 t). As variações negativas ocorreram no Ceará (- 3.051 t), em Alagoas (-1.908 t), no Rio de Janeiro (-305 t) e no Amapá (-61 t)].

AS MAIS LIDAS