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Esportes

Autor da 'defesa do século' contra Pelé, Gordon Banks morre aos 81 anos

Ao todo, defendeu a seleção inglesa em 73 partidas sendo campeão em 66

Um dos maiores goleiros da história do futebol mundial, Gordon Banks morreu na manhã desta terça-feira, aos 81 anos, depois de uma longa batalha contra um tumor nos rins. A notícia surgiu na imprensa inglesa e foi confirmada pelo Stoke City, ex-clube do arqueiro, que anunciou a morte de Banks nas redes sociais após contato com a família, que apontou que o ídolo inglês "morreu tranquilamente durante a noite".

A Fifa logo se manifestou sobre a morte de Banks, lembrando que o goleiro foi "um dos maiores goleiros da história" e ofereceu "memórias esplêndidas" nas Copas do Mundo. A principal delas foi a chamada "Defesa do Século" protagonizada pelo inglês diante de cabeçada de Pelé no Mundial de 1970.

Uma de suas últimas aparições públicas foi durante o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2018, no meio de 2017, quando foi um dos convidados pela Fifa. Na ocasião, Banks comentou uma linda defesa feita por Marcelo Grohe nas semifinais da Taça Libertadores, diante do Barcelona de Guayaquil.

Autor de defesa do século

Nascido em Sheffield, Banks iniciou a carreira no Chesterfield, onde ficou por um ano e chamou a atenção do Leicester. Com os Foxes, ganhou notoriedade ao chegar à final da Copa da Inglaterra e chegou à seleção inglesa. Depois de sete anos, rumou para o Stoky City, clube que defendeu por seis temporadas antes de se aventurar no Fort Lauderdale Strikers, dos Estados Unidos - rival, na época, do Cosmos, de Pelé.

- Aquela defesa à cabeçada de Pelé foi a melhor que já fiz. Não tinha ideia de como ela ficaria famosa. Para começar, nem mesmo achava que iria fazê-la. Eu ouvi Pelé gritar "gol" quando cabeceou, seguido de um grande, quase ensurdecedor, furor. Até quando vi que tinha uma mão na bola, achei que ele tinha marcado. Quando me dei conta, a multidão estava me aplaudindo. Não podia acreditar. Bobby Moore veio e acariciou meu cabelo. Eu gosto de dizer às pessoas que ele estava me criticando por não segurar a bola, pois o jogo ainda estava 0 a 0 e tínhamos um escanteio para defender. Quando me levantei, tentei parecer o mais indiferente possível, como que dizendo que faço aquele tipo de defesa o tempo todo - relembrou Gordon Banks ao Observatório Mensal do Esporte, em 2003.

- Quando ele subiu para cabecear a bola, comecei a me mover na linha. Foi quando meu treinamento valeu a pena. O calor e a umidade no México faziam com que a bola se movesse pelo ar, e o gramado era extremamente duro. Então, a bola quicar na sua frente era desagradável. Eu sabia que sua cabeçada iria quicar um pouco mais, então não me joguei para baixo, mas para trás, para dar conta do salto. Consegui colocar as pontas dos meus dedos na bola, e ela foi para o ar, sobre o travessão - completou.

Banks encerrou a carreira em 1978, tendo ainda uma participação relâmpago em um clássico irlandês, defendendo o St. Patrick. Ao todo, defendeu a seleção inglesa em 73 partidas - entrando em campo 755 vezes por seus clubes. Foi nomeado "Goleiro do ano" pela Fifa por seis anos consecutivos, entre 1966 e 1971.

Por Da Redação em 12/02/2019 às 14:00
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