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Capitão da ‘Geração de Prata’ é uma das estrelas do vôlei nos Jogos Abertos

William, que comanda as meninas do São Caetano, participou de quatro Olimpíadas

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Cristiano Furquim/Secretaria de Educação

Quem conhece voleibol a fundo não deixa passar despercebido a figura do hoje treinador da equipe feminina do São Caetano do Sul, William Carvalho da Silva, mais conhecido como capitão William.

William, que está em Rio Preto para os Jogos Abertos, fez história na seleção brasileira de vôlei ao participar da geração que colocou o esporte brasileiro em destaque no cenário internacional.

O auge da popularidade começou quando o Brasil conquistou a medalha de prata no Mundial da Argentina (1982), perdendo a final para a fortíssima equipe soviética.

O ápice, no entanto, foi nas Olimpíadas de Los Angeles (EUA), em 1984, quando, ao lado de Renan, Bernard, Xandó, Montanaro, Amauri, conquistou a medalha de prata, perdendo a final para a equipe norte-americana por 3 x 0.

O capitão William iniciou carreira como jogador de ataque, mas a necessidade de jogadores mais altos para essa posição fez com que ele virasse levantador. Atualmente treinando a equipe feminina do São Caetano do Sul, William ressalta a importância dos Jogos Abertos na formação dos atletas.

“Para mim a realização dos Jogos Abertos é de uma importância muito grande, já faz alguns anos que eu não vinha, eu participei há 50 anos dos primeiros Jogos Abertos e é muito legal estar aqui onde surgem muitos jogadores importantes. Essa competição é a chance que os times do interior têm de enfrentar equipes que disputam a Superliga, com jogadoras conhecidas do vôlei nacional, motiva o nosso Interior, que já é tão rico, a crescer”, diz ele, que faz questão de elogiar a qualidade e o nível da competição realizada em Rio Preto.

“Eu sempre fiz questão de participar dos Jogos Abertos, mas na prática participei pouco porque eu sempre acabava convocado para a Seleção Brasileira ou para a equipe da Pirelli. Todas as vezes que eu vim, graças a Deus, eu nunca perdi. Eu vim para os Jogos Abertos como jogador, como treinador e posso dizer, a competição está cada vez mais difícil, você viu hoje, mesmo com os dois times já classificados a disputa foi enorme, a dificuldade é grande, é o crescimento do voleibol no interior, com técnicos experientes, então está bem difícil”, informa o eterno capitão da “Geração de Prata”, que ressalta a necessidade de melhorar a arbitragem nos Jogos Abertos , uma vez que a cada dia que passa as partidas ficam mais acirradas e competitivas.

“A organização está boa, sem problema nenhum, os jogos estão começando pontualmente no horário. Aproveito para fazer uma crítica construtiva, a arbitragem tem que ter mais contato com esse voleibol mais pegado, mais brigado, a própria arbitragem é boa, tem que aguentar um monte de técnico chato que nem eu, jogadoras experientes que ficam no pé. Mas é preciso uma reciclagem, então é uma crítica construtiva que eu faço para as confederações que são responsáveis pela arbitragem, porque às vezes uma bola ou outra pode ser decisiva. Hoje nós não temos a ajuda do VAR, não tem a ajuda de um fiscal de linha e os jogos de alto nível exigem isso”.

O capitão também ficou amplamente conhecido ao popularizar junto com Renan e Montanaro, o saque Viagem ao Fundo do Mar, para rivalizar na época com o saque famoso Jornada nas Estrelas de Bernard. “A gente criou isso numa brincadeira, devia ter patenteado porque hoje eu estaria milionário”, brinca ele.

William conta ainda sobre a importância da sua geração, conhecida como a ‘Geração de Prata’, que abriu caminho para o reconhecimento mundial do vôlei nacional.

“Com certeza, todo mundo fala isso, os próprios campeões olímpicos, todo mundo cita isso, foi a nossa geração que fez todo mundo gostar do voleibol, a gente fez com que esse esporte fosse massificado, a gente chegou até a incomodar o futebol, tamanho o sucesso. Para mim, voleibol é o primeiro esporte do Brasil porque futebol é religião, mas foi uma coisa fantástica. Se hoje temos essa quantidade de jogadores, muita gente apaixonada pelo vôlei é porque nós criamos essa qualidade, essa excelência, que é reconhecida pelo mundo todo”, explica o treinador que continua acreditando na seleção.

“Quando o Brasil está numa Olimpíada a camisa pesa, então eu confio muito nessa renovação, mas é preciso ter um pouco de paciência. Tem muitos jogadores jovens tanto no feminino como no masculino, mas nós temos o José Roberto, se voltar o Bernardo, que são dois treinadores super experientes, e mais uma vez com certeza levarão o nosso voleibol para o lugar mais alto no pódio, lá para cima”, declarou William Carvalho da Silva.

Os jogos

Maior competição poliesportiva da América Latina, a 85ª edição dos Jogos Abertos do Interior ‘Horácio Baby Barioni’, que acontece de 2 a 14 de outubro em São José do Rio Preto, reúne um seleto grupo de estrelas em meio aos cerca de 8 mil atletas, além de revelar inúmeros talentos no esporte.

A edição reúne 188 cidades paulistas. São 28 modalidades disputadas: atletismo, badminton, basquetebol, basquetebol 3×3, biribol, bocha, boxe, capoeira, ciclismo, damas, futebol, futsal, ginástica artística, ginástica rítmica, handebol, judô, karatê, kickboxing, malha, natação, supino, taekwondo, tênis, tênis de mesa, voleibol, vôlei de praia, wrestling e xadrez.

Cobertura

Site: www.riopreto.sp.gov.br/jogosabertos

Entrevistas em áudio: soundcloud.com/smcsriopreto

Galeria de Imagens: www.flickr.com/photos/prefeiturariopreto/

Instagram: www.instagram/prefriopreto

Foto: Cristiano Furquim/Secretaria de Educação

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