Economia
Grupo Petribu arremata usina de Monte Aprazível por R$ 19,45 milhões
Negócio renova expectativa de empregos e recuperação da antiga Água Limpa, fechada há mais de 13 anos
O Grupo Petribu arrematou a antiga Destilaria Água Limpa, em Monte Aprazível, por R$ 19.451.794,00, no leilão judicial encerrado na última terça-feira (1º). O resultado renova a esperança de recuperar uma unidade industrial fechada há mais de 13 anos e de devolver à região uma fonte de empregos, renda e negócios.
O complexo reúne aproximadamente 34 hectares, edificações, máquinas, equipamentos e outros bens. A Mega Leilões registrou uma única oferta, correspondente ao valor de avaliação do conjunto.
Ligado ao empresário Jorge Petribu, o grupo tem origem em 1729, em Pernambuco, e acumula quase três séculos de atuação no setor açucareiro. A companhia se apresenta como a mais antiga produtora de açúcar do mundo.
A arrematação ainda depende de homologação judicial no processo de falência da Destilaria Água Limpa, conduzido pela juíza Kerla Karen Ramalho de Castilho Magrini, da 1ª Vara de Monte Aprazível. A decisão é necessária para o avanço do negócio. O retorno à produção, porém, ainda não está confirmado.
O prefeito de Monte Aprazível, João Roberto Camargo, recebeu o resultado com entusiasmo e destacou que as oportunidades poderão surgir desde a recuperação das instalações até a atividade agrícola e industrial. “Esperamos que o grupo possa começar a fazer seus investimentos e gerar empregos até mesmo na reforma, depois na produção de açúcar e álcool. Isso é muito importante”, afirma Camargo.
A participação da Petribu também retoma uma ligação antiga com o município. O grupo operou a Água Limpa por arrendamento no início dos anos 2000. Em janeiro de 2012, a unidade passou a ser administrada por ex-funcionários e, em dezembro daquele ano, encerrou suas atividades.
Para o presidente do Sindalquim, João Pedro Alves Filho, recuperar a atividade industrial pode representar uma mudança importante para os trabalhadores de Monte Aprazível e das cidades próximas. “A expectativa é que essa estrutura volte a gerar empregos de qualidade, com segurança e direitos garantidos. Isso significa renda para as famílias e oportunidades para quem vive na região”, afirma.
Os efeitos de uma reativação poderão alcançar produtores rurais, transportadores, oficinas, empresas de manutenção e fornecedores de insumos. Além das contratações dentro da unidade, salários e compras de serviços poderão movimentar o comércio e contribuir para a arrecadação municipal. O número de vagas e a dimensão dos investimentos dependerão do projeto desenvolvido para o complexo.
