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Idosa é presa após abandonar filhotes de gato em frente ao Procon

Câmeras de segurança ajudaram a identificar a suspeita, que foi presa

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Uma idosa de 78 anos foi presa em flagrante nesta sexta-feira (5/12) após abandonar seis filhotes de gato recém-nascidos em frente ao Procon Rio Preto. O caso mobilizou funcionários do órgão e equipes da Secretaria de Bem-Estar Animal.

Segundo o boletim de ocorrência, servidores do Procon encontraram uma caixa de papelão lacrada na entrada do prédio. Ao abrirem o recipiente, constataram que havia seis gatinhos com cerca de 15 dias de vida, apresentando sinais de superaquecimento em razão da exposição ao sol e às altas temperaturas.

Os animais foram imediatamente levados para o interior do prédio e a Secretaria de Bem-Estar Animal foi acionada. A análise das imagens de câmeras de monitoramento permitiu identificar a suspeita deixando a caixa na calçada antes de entrar no Procon para tratar de assuntos pessoais.

Após a identificação, equipes se deslocaram até a casa da idosa, no bairro Nova Esperança. À polícia, ela afirmou que não teria abandonado os filhotes, alegando que apenas teria retirado a caixa do sol e colocado em local sombreado. No entanto, de acordo com a secretaria, as imagens mostram que ela tentou inicialmente deixar os animais em frente a uma clínica veterinária próxima, mas foi orientada por uma funcionária a procurar outro local. Em seguida, ela foi até o Procon, onde deixou a caixa definitivamente.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, ao sair do prédio, a idosa foi abordada por servidores, que ofereceram devolver os filhotes, mas ela se recusou a levá-los, alegando morar longe e não ter onde deixá-los.

Os gatinhos receberam atendimento veterinário emergencial. Segundo uma profissional da Secretaria de Bem-Estar Animal, um dos filhotes corria risco iminente de morte caso o socorro não tivesse sido imediato. Após os primeiros cuidados, os animais foram encaminhados a um lar temporário, onde permanecerão por cerca de 40 dias até estarem aptos para adoção.

A idosa foi presa pelo crime de maus-tratos a animais. Conforme a legislação ambiental, a pena para casos envolvendo cães ou gatos varia de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda de animais. A prisão foi mantida pelo delegado responsável, sem concessão de fiança, e a suspeita permaneceu à disposição da Justiça.

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