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Bolsonaro indica André Mendonça para o lugar de Moro e Ramagem diretor geral da Polícia Federal

As nomeações foram publicadas no Diário oficial dessa terça-feira, dia 28; com isso, Jorge de Oliveira, que era cotado para Ministro da Justiça, permanece na Casa Civil

O presidente da República, Jair Bolsonaro, nomeou o Advogado Geral da União (AGU), André Luiz de Almeida Mendonça, o novo ministro da Justiça e Segurança Pública. Ele substitui o ex-ministro Sérgio Moro, que pediu demissão na última sexta-feira, dia 24. Para o lugar de Mendonça na AGU foi escolhido Jose Levi do Amaral Júnior, Procurador Geral da fazenda Nacional. O novo diretor geral da Polícia Federal é o delegado Alexandre Ramagem. Seu nome também foi confirmado por publicação nessa terça-feira, dia 28, no Diário oficial da União. Ramagem é amigo dos filhos de Bolsonaro e teria sido indicado por seu filho Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro.


Carlos é acusado de ser o autor intelectual do que seria o gabinete do ódio. Eles seria baseado no terceiro andar do Palácio do Planalto. O presidente da República tem gabinete no mesmo pavimento. Ramagem vai ser responsável por supervisionar inquéritos nos quais Carlos e o senador Flávio Bolsonaro estão sendo investigados. Jair, Carlos e Flávio Bolsinaro negam qualquer envolvimento com o chamado gabinete do ódio. Um inquérito presidido pelo Ministro do Supremo Tribunal, Alexandre Moraes, investiga a denúncia e estaria na fase final de conclusão.


Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) chamada de CPI das Fakes News já tem requerimento protocolado para convocar o ex-ministro Sérgio Moro para depor. Ao deixar o ministério ele acusou o presidente Jair Bolsonaro de interferir politicamente na Polícia Federal. A deputada federal Joice Hasselmann, PSL, em depoimento acusou Carlos de ser o mentor do gabinete do ódio e apresentou documentos. A CPI teve o prazo prorrogado. O seu relatório final ainda é desconhecido.


Até o final da última segunda-feira, 27, a Câmara Federal registrava 30 pedidos de impeachment contra o presidente Bolsonaro. A maioria se baseiam as acusações do ex-ministro Sérgio Moro. O mais emblemático é do Movimento Brasil Livre (MBL) parceiro de primeira hora do presidente. O texto diz que Bolsonaro perdeu todas as condições de continuar presidente e que ele comete estelionato eleitoral ao se aproximar do Centrão. Ele reúne deputados acusados de corrupção.

Fonte: Agência Brasil

Por Da Redação em 28/04/2020 09:51