Nacional

Pesquisa aponta carência de 408 mil profissionais de TI até 2022

Confira áreas da tecnologia da informação que você pode trabalhar

Pesquisa realizada pela Softex, organização social voltada ao fomento da área de Tecnologia da Informação, aponta que o setor enfrenta grande déficit de profissionais qualificados. Só no Brasil essa escassez deve ser de mais de 408 mil postos de trabalho até o ano de 2022.

Ainda segundo a pesquisa, o Brasil ocupa a 10ª posição no ranking de mercado do setor de tecnologia e, para não perder a oportunidade de ser referência na área, precisa encontrar uma maneira de enfrentar a falta de mão de obra qualificada.

O CTO do TagChat, Rodrigo Xavier, comenta ter percebido o déficit de profissionais da área em momento de expansão da startup. “Estamos com dificuldade para encontrar pessoas interessadas nos cargos ofertados, além disso, as que encontramos tem pouca qualificação“.

Com o avanço da pandemia e a possibilidade do home office, “vemos muitos profissionais optando por trabalhar em empresas internacionais ou mesmo em grandes cidades ou capitais brasileiras. Isso gera uma escassez interna muito grande e as empresas em crescimento são as que mais sofrem”, completa Rodrigo Xavier.

Mesmo formando anualmente cerca de 45 mil especialistas em tecnologia e criando aproximadamente 70 mil novas vagas de emprego por ano, cursos e treinamentos internos se tornaram a estratégia adotada por muitas empresas. Algumas até criaram universidades corporativas que permitem a realocação de profissionais de forma ágil.

Profissionais de diferentes setores podem ser aproveitados em outras funções. O investimento reflete a expectativa de que o déficit de mão de obra qualificada vai crescer ainda mais nos próximos anos. Os números já mostram a tendência: nos três primeiros meses de 2021, foram contratados 41 mil profissionais de tecnologia da informação no país. Em todo o ano de 2020, foram 47 mil.

O TagChat surgiu justamente para suprir essa necessidade. O time de desenvolvimento da startup trabalha com tecnologia que exige cada vez menos de desenvolvedores. “Hoje o TagChat reduz drasticamente a necessidade de desenvolvedores, principalmente para resolver problemas de integrações e automações“, diz o diretor técnico.

Com tecnologia simples e acessível a todos “o TagChat permite que não programadores consigam resolver problemas de maneira simples e rápida, com uso do drag and drog, sistema de arrasta e solta”, finaliza Rodrigo Xavier.

Ao projetar a carreira, um equívoco comum é pensar em ocupações com grande demanda na atualidade, em vez de voltar a atenção para as profissões do futuro. Demora algum tempo para que o profissional adquira conhecimento e experiência prática para se destacar na função escolhida.

Por conta disso, entre a decisão de se dedicar àquela profissão e o momento de colher os frutos com um bom emprego ou empreendendo no setor, muita coisa pode acontecer. O que antes era promissor pode rapidamente se tornar obsoleto.

O profissional que não se adapta corre sérios riscos de ficar defasado, assim como acontece quando não aprimora as habilidades técnicas necessárias. Nesse sentido, o futuro do profissional também requer o desenvolvimento de competências comportamentais.

Uma prática que tem se tornado comum nas empresas e em startups é o compartilhamento de feedbacks. O profissional do futuro é aquele que consegue receber bem as críticas e sugestões de melhoria, sem se deixar abalar ou levar para o pessoal.

Além disso, usa essas indicações para crescer pessoalmente e motivar os colegas a se desenvolverem junto. A inteligência emocional é o centro de todas essas atitudes. Isso significa que o colaborador tem foco em uma atuação de excelência e está aberto a progredir sempre, mesmo que envolva mudanças drásticas.

Para seu conhecimento, vamos elencar postos de trabalho do futuro. Vai parecer ficção científica, mas essas são as previsões para a próxima década. Para tornar esse cenário mais palpável, os postos são apresentados como anúncios de emprego e incluem tarefas, responsabilidades e qualificações necessárias. Acompanhe.

1 – Detetive de dados

O verdadeiro Sherlock Holmes do Big Data“O que nossos dados estão nos contando? Que segredos contêm?”, questionaria o autor escocês sir Arthur Conan Doyle. O perfil desejado para esse profissional engloba conhecimentos sobre finanças, matemática e data science. E, pasmem, ser um cientista de dados não é necessário. Conhecimentos legais são uma vantagem.

2 – Facilitador de TI

Nesta profissão do futuro, a função é explorar tendências digitais e criar plataformas self-service automatizadas para que usuários construam seus próprios ambientes colaborativos, com assistentes virtuais. Esse profissional dever ter formação em TI, ciências da computação, engenharia, ciências naturais ou administração de empresas. Dentre as habilidades é necessário boa comunicação e liderança.

3 – Oficial de ética de sourcing

Investigar, acompanhar e negociar acordos de bens e serviços para garantir que gastos indiretos da empresa, como energia, restos e relações sociais, estejam alinhados com padrões de ética de seus stakeholders. Ter experiência com ética em ambientes corporativos, habilidades interpessoais e de comunicação e capacidade de trabalhar em grupo são habilidades desejadas. Conhecimentos de negócios, lei, gestão pública ou filosofia são diferenciais.

4 – Gestor de Inteligência Artificial

O profissional define, desenvolve e implementa programas eficazes para acelerar vendas e negócios de inteligência artificial. Esse profissional deve ter conhecimento com vendas e desenvolvimento de negócios em grandes organizações, além de experiência corporativa com plataformas de inteligência artificial, machine learning e computação em nuvem.

5 – Analista de cybercidade

Garante a segurança e funcionalidade de cidades ao garantir o fluxo saudável de dados de tráfego criados pelo sistema, sejam eles ambientais ou populacionais. O profissional desejado deve ter qualificações em engenharia digital, conhecimentos sobre circuitos eletrônicos e metodologias de startup enxuta e experiência com impressão 3-D. É preciso saber ler e interpretar dados em analytics.

6 – Diretor de portfólio genômico

Criar e executar estratégias para um portfólio de produtos biotecnológicos. Essa é a principal função desse profissional do futuro. Ter graduação em campo relacionado à genômica é uma das exigências. Mestrado é uma vantagem. Experiência de pelo menos uma década e habilidades de comunicação, liderança e negociação, além de perfil analítico, também são necessários.

7 – Cuidador remoto

Também conhecido como Walker Talker, é a profissão do futuro que vai estourar nos próximos anos e pode ser uma boa oportunidade para sua carreira. O cuidador remoto, como o próprio nome já diz, nada mais é do que um trabalhador liberal e autónomo que ajuda idosos a passar o tempo, tudo por meio de uma plataforma online.

Sua principal tarefa como cuidador remoto é prestar atenção. Para isso, qualquer background será considerado. Mas é preciso deixar claro que esse profissional deve ter mobilidade para visitar clientes em casa e adaptar a plataforma de comunicação, quando for necessário ou solicitado.

8 – Conselheiro de compromisso de saúde

Esse profissional do futuro também vai trabalhar remotamente e oferecer treinamento individual e conselhos de bem-estar e saúde para usuários de pulseiras inteligentes, como os smartwatch, que fazem o monitoramento de atividades e sinais físicos dos seus usuários.

Ter experiência com nutrição ou educação física e credenciais, mesmo que obtidas em cursos online, em modalidades esportivas como CrossFit ou yoga são um diferencial. Saber lidar com ambientes culturalmente diversos também é necessário.

9 – Técnico de saúde assistida por inteligência artificial

Examinar, diagnosticar e administrar tratamentos apropriados para pacientes, auxiliado pela inteligência artificial e por médicos acessíveis de maneira remota. Essa é a principal função desse profissional de saúde. O perfil desejado deve ter formação em enfermagem ou similares e experiência anterior na área de saúde. Além de habilidades interpessoais e capacidade de trabalhar sob pressão e com ferramentas digitais.

 

Por Da Redação em 07/10/2021 12:00